Séries Rufete tinto 2010

O Séries Rufete tinto 2010 tem um rótulo 3D. Foto: DR

Quando a Real Companhia Velha resolveu começar a estudar e recuperar uma das castas mais antigas do Douro, há 10 anos, nada fazia prever que o resultado seria um vinho delicado, exótico, vivo, cheio de fruta silvestre e com um perfil muito fresco.

Este tinto assume-se como um vinho de Verão, serve-se fresco a 8-10.ºC e acompanha bem sardinhas assadas, peixes escalados e carpaccios. “Que eu saiba somos os únicos a fazer um vinho destes”, disse ao P24 presidente da empresa vitivinícola, Pedro Silva Reis, durante o jantar que decorreu sexta-feira no Dom Peixe e em que a proposta de harmonização foram precisamente as sardinhas.

O Séries Rufete tinto 2010, que foi lançado esta semana  no restaurante de peixe de Matosinhos mas também no Yeatman, é o primeiro vinho da marca Séries que “materializa o programa de experimentação” da Real Companhia. A casta, nobre mas que já não se encontra nos viveiristas vitícolas, “é muito presente no encepamento das vinhas velhas” da região do Douro e a ‘semente’ deste Rufete foi encontrada em vinhas com “80/90 anos”

Ao contrário da maioria dos vinhos “mais delgados”, este monocasta de Rufete “não acaba na boca”, sublinhou Silva Reis, acrescentando que “limpa muito bem o palato da gordura da sardinha”. “Demos conta que, servido frio, ganhava qualidades e virtudes muito interessantes. É extremamente refrescante”.

O Séries Rufete 2010 nasceu de vinhas jovens plantadas há 6 anos nas quintas das Carvalhas e de Cidrô, em São João da Pesqueira, e a sua produção é de 5 mil garrafas – podendo “ir às 15 mil”, adianta o presidente da Real Companhia Velha.

O preço de venda ao público é 6,9 euros e a empresa quer “associar o vinho aos ambientes de praia e a restaurantes de peixe”.

A Real Companhia prevê lançar um vinho Séries por ano. Tinta Francisca, Donzelinho Tinto, Cornifesto e Malvasia Preta são outras castas que a empresa têm vindo a explorar.