Marés Vivas 2012

A 10.ª edição do festival registou a adesão recorde de 95 mil pessoas. Foto: Hugo Magalhães

A 10.ª edição do festival Marés Vivas, que decorreu de quarta-feira a sábado na Praia do Cabedelo, em Gaia, foi “um sucesso” e registou a adesão recorde de 95 mil pessoas, mais de 7 mil das quais espanhóis.

“Atingimos as 95 mil pessoas ao longo dos 4 dias e ficámos muito próximos do nosso objectivo, que era as 100 mil. Foi um recorde, embora este tenha sido o único ano em que tivemos 4 e não 3 dias de festival. No ano passado chegámos às 71 mil pessoas”, afirmou Jorge Lopes, da Pev Entertainment, que promove o evento em parceria com a Câmara de Gaia.

Segundo adiantou, para o ano está já assegurada a 11.ª edição do festival de música, a decorrer dias 18, 19 e 20 de Julho, no mesmo local.

“O cartaz ainda está por definir, mas vamos começar a partir de amanhã [segunda-feira] a trabalhar em 2013″, garantiu Jorge Lopes.

De acordo com o promotor, a noite de sexta-feira foi “o ponto alto” do Marés Vivas, com a actuação de Billy Idol a esgotar a lotação de 25 mil pessoas do festival.

“Mas na quinta-feira [em que atuaram os Gun, The Cult, Garbage e Kaiser Chiefs] ficámos a 300/400 bilhetes de esgotar e no sábado [com as actuações de Mónica Ferraz, The Hives, Anastácia e Pedro Abrunhosa] tivemos 22/23 mil pessoas. Só na quarta-feira [dia de The Sounds, Wolfmother e Franz Ferdinand] é que foi um bocadinho mais abaixo, com 21 mil pessoas”, disse.

Considerando que os vários artistas presentes não desiludiram e protagonizaram “grandes concertos”, Jorge Lopes destacou a presença de “cada vez mais espanhóis” em cada edição do Marés Vivas.

“No início desta edição do festival tínhamos cerca de 7 mil bilhetes vendidos em Espanha, mas acho que esse número foi largamente superado. Notámos que havia muita gente a falar espanhol, mas as outras vendas foram feitas no local e essas não são contabilizadas por nacionalidade”, explicou.

Para a organização, “este tornou-se, efectivamente, um festival prioritário para o Norte de Portugal e para a Galiza”: “É um festival preferencial para os galegos, que não têm lá nada com relevo, e notamos que, ano após ano, já temos alguma fidelidade desse público”, sustentou.

Para Jorge Lopes, não foi a crise que impediu a concretização da meta dos 100 mil ”festivaleiros”, até porque o bilhete diário de 30 euros é apontado pela organização como o “mais barato” no circuito dos festivais europeus: “Não acho que tenha sido a crise que nos tenha impedido de atingir esse objectivo. A fasquia que colocámos é que era exageradamente alta, porque estávamos a falar em esgotar as 4 noites do festival, o que não é uma coisa fácil de se conseguir, muito menos no Norte”.

Ainda assim, os promotores admitem que “o tempo ajudou muito”: “Este ano fomos, finalmente, brindados com a ajuda do S. Pedro e tivemos todas as noites muito boas e uns dias fantásticos. E já merecíamos, porque os outros festivais têm tido anos com belíssimas temperaturas e nós temos sido fustigados com algum frio e alguma chuva”, afirmou Jorge Lopes.