Ao terceiro dia de Marés Vivas, o recinto do festival, na Praia do Cabedelo, voltou a esgotar – depois de um arranque morno, o evento esteve ao rubro na quinta-feira. Esta sexta-feira, rumaram àquela zona de Gaia 25 mil pessoas. Os músicos que passaram pelo palco principal contagiaram, cada um à sua maneira, o público com actuações energéticas.

O concerto da noite foi, provavelmente, o de Billy Idol. Aos 57 anos, o músico revelou em palco uma forma incrível, cantando e dançando freneticamente e de forma contagiante. Mais do que trautear de fio a pavio, o público delirou com canções como “Dancing With Myself”, “Sweet Sixteen”, ”White Wedding” e “Mony Mony” e os solos de guitarra de Steve Stevens e do baterista John Towe.

A abertura do palco TMN esteve a cargo da belíssima Ebony Bones, que incluiu no alinhamento uma versão ainda mais poética do que o original de “Enjoy The Silence” dos Depeche Mode e falou com o P24 durante o concerto de Idol.

Seguiram-se os portugueses Azeitonas, que traziam um convidado muito especial. Com Rui Veloso, cantaram o clássico do rock português “Anel de Rubi”.

Os Gogol Bordello actuaram depois de Billy Idol e cumpriram na perfeição a missão de encerrar uma noite em que se celebrou a sério a música. Fizeram-no com muita alegria e muitos saltos. No público – ninguém arredou pé até acabarem os concertos no palco principal – havia muitas mãos no ar e uma nuvem de pó criada pelo movimento agitadíssimo de milhares de corpos.

No Palco Moche, ao final da tarde, as actuações desta sexta-feira estiveram a cargo dos HMB e dos Virgem Suta.

Este sábado, e no encerramento do Marés Vivas, sobem ao palco principal do festival Anastacia, Mónica Ferraz, The Hives e Pedro Abrunhosa.

Hugo Magalhães é fotógrafo. O seu trabalho pode ser visto em http://www.h-m.photoshelter.com.