Site P3

No P3, a navegação é circular.

“Tratamos tudo por tu”. É esta a abordagem do novo site de informação do jornal Público. O P3, que se dirige à faixa etária entre os 18 e os 30 anos e será lançado esta quinta-feira, quer diferenciar-se quer pelo conteúdo, quer pela forma. Este site horizontal, feito a partir do Porto e com redacção independente, agregará conteúdos de jornalistas profissionais, de alunos universitários e de utilizadores comuns.

A multimédia respira-se a cada artigo, ao invés de ter uma “gaveta” própria. Imagine uma mesma história, sobre um desenhador que faz balões para Banda Desenhada. O jornalista constrói a sua narrativa através de um texto, com tags e hiperlinks para o site do entrevistado, um vídeo, 2 ilustrações/trabalhos do autor entrevistado e ainda textos relacionados.

“É o primeiro site de informação jornalística dedicado a este público-alvo, com a vantagem de ter a linguagem certa”, disse ao P24 Amílcar Correia.

O P3 “é um site de partilha e colaborativo” e um “site do target para o target” – na redacção, onde convivem jornalistas experientes, jovens em início de profissão e alunos do curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, a média de idades é de 29 anos –, sublinha o director do P3.

Site-laboratório

Ao contrário da maioria dos sítios online, que “têm 3 colunas ao alto, 3 ou 4 linhas horizontais com as barras de navegação e colocam a multimédia à parte”, o P3 foi pensado e construído para que ter “um scroll mínimo”, explica Amílcar Correia.

Durante 2 anos, os responsáveis do projecto entrevistaram vários utilizadores online, estudaram um focus group com pré-universitários, universitários e pós-universitários do Porto e Lisboa e fizeram um teste de eye tracking – que permite saber que caminho percorre o olhar do utilizador quando olha para o ecrã.

Financiamento: O novo site do Público é um projecto de um consórcio de que fazem para, para além do jornal Público, a U.Porto e o INESC Porto (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto) e tem financiamento assegurado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) até Dezembro de 2012, no valor de 598 mil euros, distribuído pelos 3 parceiros. Os jornalistas do P3 estão a trabalhar juntos desde Fevereiro, mas a equipa só ficou completa em Março. No último mês, têm estado a fazer conteúdos que agora poderemos ver online. A sua “grande ambição é construir um site do qual as pessoas não queiram sair”.

“Queríamos que o projecto fosse um laboratório de software e de ferramentas de programação, que permitissem que o site fosse completamente diferenciador“, conta Amílcar Correia.

O menu principal do P3 aparece na vertical e agrega 3 grandes secções – Cultura, Actualidade e Vícios – e uma área privada, o PQuê. Cada um destes tópicos tem depois um menu extensível.

Em Vícios, encontram-se as chamadas soft news, da tecnologia e dos gadgets à moda, passando pelas viagens. Na Cultura e na Actualidade, há notícias puras e duras, aquelas que não encontramos “em mais lado nenhum” e aquelas em que a abordagem é pensada para o público-alvo – é o caso do dossiê sobre profissões estratégicas da próxima década.

Interactivo

O PQuê? é um espaço de partilha, que pode ser personalizado, mas que tem regras. “Temos regras, temos o Público no nosso ADN. Fazemos jornalismo sério e rigoroso”, sublinha Amílcar Correia.

No PQuê?, os utilizadores podem guardar textos para ler mais tarde, colocando-os na sua área privada, seguir e ser seguidos por outros utilizadores. E, embora todas as colaborações sejam bem-vindas, os conteúdos elaborados por estes utilizadores registados serão preferidos pela redacção.

Esta área privada engloba a Rede P3, O Teu P3, o Inspira-te – “onde publicamos o nosso melhor, brindes para quem se regista”, explica Amílcar Correia – e o S.O.S.

No topo do site, há uma espécie de site map, onde se encontra o “Orienta-ta” e um interface com as redes sociais em que o P3 está presente – aqui, a navegação faz-se de forma horizontal.