Rui Costa

Foto: Universidade do Porto

O funeral do poeta Rui Costa, dado como desaparecido no início de Janeiro e encontrado terça-feira na foz do Rio Douro, realiza-se sexta-feira em Vila Nova de Gaia, disse à Lusa um amigo, a pedido da família.

As exéquias decorrerão às 10h30 no cemitério de Santa Marinha, em Gaia, estando o corpo numa das capelas mortuárias a partir das 9h. Depois de uma breve cerimónia, será sepultado no cemitério de Macieira de Cambra, em Vale de Cambra.

Rui Filipe Morais Aguiar da Costa, de 39 anos, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu a profissão de advogado durante 6 anos em Lisboa e Londres, concluiu um mestrado em Saúde Pública em Leeds, residia há 2 anos no Brasil e morreu durante a sua recente estada no Porto para as festas do Natal e passagem de ano com a família.

O corpo de Rui Costa foi encontrado terça-feira na foz do rio Douro, na Afurada, Gaia, disseram fontes policiais.

Rui Costa tinha uma leitura de poesia marcada para Espanha, nos princípios deste mês, mas não compareceu nem deu qualquer notícia à família.

Fontes policiais assinalaram à Lusa que o corpo encontrado na Afurada é o de um homem que caiu ou se terá atirado da ponte da Arrábida no dia 4.

Promissor

Era considerado um dos mais inovadores e promissores autores da nova literatura portuguesa.

Com “A Nuvem Prateada das Pessoas Graves”, que publicou em 2005 nas Quasi Edições, ganhou o Prémio de Poesia Daniel Faria e, em 2007, recebeu o Prémio Albufeira de Literatura pelo romance “A Resistência dos Materiais”.

Também em 2007, traduziu o livro de poesia “Só Mais Uma Vez”, do poeta espanhol Uberto Stabile, para a colecção Palavra Ibérica, e em 2008 traduziu “Quarto Com Ilhas”, do poeta espanhol Manuel Moya, para a mesma colecção, na qual publicou, em 2009, “O Pequeno-Almoço de Carla Bruni”.

No mesmo ano, lançou ainda “As Limitações do Amor São Infinitas”, pela editora Sombra do Amor.

Co-organizou a Primeira Antologia de Microficção Portuguesa (Exodus, 2008) e colaborou em diversas publicações, como “Poema Poema – Antologia de Poesia Portuguesa Actual (Huelva, 2006); “A Sophia” – Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen (Caminho, 2007); “Um Poema para Fiama” (Labirinto, 2007); “Sulscrito” – Revista de Literatura; Revista Big Ode e Revista Piolho nº 2.

Em 2010, estava a trabalhar numa tese de doutoramento em Ciências da Saúde sobre o discurso e experiências de transformação do sector da saúde em Portugal e no Brasil.

Notícia actualizada às 22h40 com mais informações sobre a forma como foi encontrado o corpo de Rui Costa e o desaparecimento do poeta.