Schneeweiss und Rosenrot

Schneeweiss und Rosenrot actuam domingo. Foto: DR

O director artístico do 12 Points diz que o festival de jazz europeu, que decorre na Casa da Música até domingo, pode ser oportunidade para os músicos portuenses.

“Todos os nossos artistas estão aqui durante a duração do festival e, por isso, nós gostamos muito da ideia de que eles façam alguma engenharia social, que iniciem redes de contacto fortes que talvez só floresçam daqui a 10 anos, mas estes primeiros contactos são muito importantes”, diz Gerry Godley.

Este sábado, às 21h, na Sala 2 da Casa da Música, há actuações de Maciej Obara Quartet, Divanhana e Actuum. Domingo, à mesma hora e no mesmo local, é a vez de Schneeweiss und Rosenrot, Machine Birds e Girls in Airports.
O irlandês destaca o facto de um festival pequeno como o 12 Points decorrer numa estrutura como a Casa da Música: “Isto é algo tão aventureiro, uma afirmação tão ousada da música, este edifício tão descomprometido, tão contemporâneo, que trabalhar aqui, nos últimos 2, 3 dias está a tornar-se cada vez mais interessante”.

“Mas isto é jazz?”

Já no plano musical, Godley afirma que, se “há uma tendência neste festival é a de constantemente fazermos a pergunta: ‘Mas isto é jazz?’”. “Cada vez mais estes jovens músicos estão a libertar-se de uma grande quantidade de dogmas históricos sobre o que é o jazz e o que não é”, reflecte.

Para o director artístico do 12 Points, a representatividade das mulheres e a queda das barreiras nacionais em detrimento das grandes cidades são tendências do jazz europeu actual.

O evento, cujo nome nasceu da pontuação máxima do concurso “Eurovisão”- “douze points“- tornado moda, na Irlanda, “para descrever algo de muito bom”, realiza-se alternadamente em Dublin, a sua sede, e noutras cidades europeias, e é considerado um excelente posto de observação para as novas tendências, já que todos os anos analisa mais 400 bandas de jovens “jazzistas” para escolher os 12 agrupamentos que participam no festival.