Há 3 edifícios do Grande Porto na lista dos melhores do mundo
Três projectos do Grande Porto venceram os prémios de edifício do ano atribuídos pelo ArchDaily, o site de arquitectura mais visto do mundo, foi divulgado esta terça-feira.
O edifício da Vodafone no Porto (categoria de arquitectura institucional), a Closet House em Matosinhos (categoria Interiores) e um bar temporário feito para a Queima das Fitas de 2008 (categoria Hotéis e Restaurantes) foram escolhidos pelos utilizadores do ArchDaily.
Havia 5 projectos do Grande Porto (em 7 portugueses) entre os finalistas das 14 categorias.
Conforto em 44 m2

Menos é mais na Closet House. Foto: DR
A Closet House, desenhada pela Consexto em Matosinhos, venceu na categoria Interiores. A casa, acabada no Verão de 2010, foi construída enquanto experiência do gabinete de arquitectura portuense: dar o máximo de conforto a casas exíguas, uma necessidade cada vez maior, sobretudo nas grandes cidades, onde o custo da habitação é elevado.
“Tentámos tornar 44 metros quadrados numa habitação possível de habitar para 2 pessoas”, diz ao P24 a arquitecta Marta Costa. O que seria habitualmente um T0, “neste momento é uma casa que tem tudo. Uma casa grande”.
O “truque” está na tecnologia. “Tem uma parede móvel que anda e que fecha o quarto. Ao fechar o quarto, torna a sala de estar maior e torna possível ser uma sala de jantar”, diz. A parede está equipada com um roupeiro, uma mesa, um sistema de televisão e de som e um bar.
A Consexto quer agora passar para o mercado o conceito aplicado na Closet House.
Um edifício com movimento

Edifício da Vodafone tem dado que falar. Foto: DR
É um objecto estranho na Avenida da Boavista que tem conquistado as atenções do mundo arquitectónico. O edifício da Vodafone no Porto volta a ser premiado, desta feita na categoria de arquitectura institucional.
Satisfeito pelo “reconhecimento”, José António Barbosa (que assina o projecto com Pedro Guimarães) lembra que na mesma categoria estava a dupla Herzog & de Meuron, uma das mais importantes do mundo.
Para o arquitecto, é, sobretudo, “a forma” e “a sensação de movimento que o edifício transmite” que têm conquistado as atenções, mas também os grandes espaços interiores.
Arquitectura na Queima das Fitas

Estrutura foi feita com 420 caixas de arrumação. Foto: Sandra Neto
Em 2008, quando Diogo Aguiar e Teresa Otto fizeram um bar temporário para a Queima das Fitas, os então estudantes da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto não esperavam o sucesso que aquela estrutura viria a ter.
A estrutura, feita com 420 caixas de arrumação à venda por poucos euros no Ikea, prova que “qualquer exercício pode ser um tema para discutir arquitectura”, diz ao P24 Diogo Aguiar.
Findo o curso, a dupla esqueceu por momentos a estrutura até que, “no início de 2010, o bar apareceu num blogue de arquitectura e começou a saltar de site em site“.
Recentemente, Diogo e Teresa receberam convites para reconstruir o bar temporário num festival londrino e nas Festas de Lisboa, projectos que podem vir a ser concretizados este ano.








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