Primavera Sound: Porto tem menos música, mas é mais “verde” e “confortável”

Foto: Ana Sofia Marques
Os muitos espectadores do festival de música Primavera Sound que já tinham estado em Barcelona em edições anteriores acham que a versão portuense é mais “verde”, mais “confortável”, mas não muito diferente da catalã.
Nicholas Moore veio da Nova Zelândia e, acabado de entrar no recinto do Optimus Primavera Sound, no Parque da Cidade, no Porto, constatou que “ambos os festivais têm o oceano perto, mas este parece muito mais verde”.
O neozelandês escolheu o Porto porque “é uma nova experiência e quis experimentar a cultura portuguesa”, mas é um cliente do Primavera porque o “alinhamento de bandas é consistentemente fantástico, as pessoas são amistosas, é mesmo o festival dos amantes da música”.
Alfonso Lanza, da organização do Primavera Sound, também acha que “não há nenhuma diferença de espírito, há simplesmente uma diferença de dimensão”.
E olhando “para a resposta do público e dos patrocinadores”, manifestou-se tão impressionado, exclamando: “quem sabe se isto pode ser tão grande como Barcelona”.
Para uma primeira edição, “está pensado como uma edição complementar a Barcelona”, faz notar Alfonso Lanza.
“Este é um Primavera Sound em pequeno, aqui há 4 palcos em vez de 8, 60 bandas em vez de 270, mas o tipo de público é o mesmo, a resposta é igual (…). É uma questão de tempo, esta é a primeira edição, mas penso que vai ser como Barcelona, ou mesmo mais”, admitiu.
Quem talvez não concorde com essa perspectiva é Óscar, vindo de Barcelona, que acha que aí “já há demasiada gente”, e que veio para o Porto porque “queria um festival mais pequenino, que tenha um bom cartaz”.
Para ele, o sítio é muito parecido, também ao pé do mar, com “um cartaz “muito bem escolhido, suficientemente electrónico, suficientemente rock, muito divertido”.
Valerie, vinda da Escócia, também subscreve: “Este parece-me mais pequeno, todos os palcos estão mais juntos, o que é muito bom, o tempo está impecável e todos parecem estar a divertir-se”.
Também podia ter ido a Barcelona novamente, mas ouviu dizer “que este era num local interessante” e por isso optou pelo Porto.
Oded, jovem israelita, também acha que o festival do Porto é “mais aconchegante”, “com os palcos mais próximos e por isso menos cansativo”. Também gostou do de Barcelona, há 3 anos, mas quis uma experiência diferente e o Porto “é mais barato”.










