O Centro Português de Fotografia, no Porto, expõe deste  sábado e até 9 de Setembro a exposição “Projeto 12″, que reúne o trabalho de 16 jovens em busca do que pode ser actualmente a arte fotográfica.

A mostra das imagens de 16 finalistas de fotografia do curso de Tecnologia da Comunicação Audiovisual do Instituto Politécnico do Porto resulta da procura de respostas para o que pode ser a arte fotográfica actualmente.

Os resultados podem ser vários, dependendo da forma como os estudantes adaptaram os seus conhecimentos técnicos ao lado mais conceptual da arte, explica Olívia da Silva, professora dos alunos e coordenador do mestrado de Comunicação e Audiovisual do Instituto Politécnico do Porto.

“Não há dúvidas de que fotografia é uma arte. A discussão sobre se a fotografia está dentro das artes já não existe. O que temos aqui é uma procura de que a parte conceptual da fotografia seja desenvolvida em conjunto com a parte técnica”, observou Olívia Silva.

Trata-se de “mostrar aos alunos que precisam de ter um conceito forte para desenvolver algo diferente dos outros”, acrescentou

A exposição é, assim, o resultado do “projecto final do curso de Tecnologia da Comunicação Audiovisual”, que procura “encontrar a dimensão entre o que pode ser o desenvolvimento e o domínio técnico e a passagem desse domínio e desenvolvimento para a parte mais artística, de exploração da parte conceptual da imagem”, afirmou.

Ao tentarem definir o que pode ser a arte fotográfica nos dias de hoje, estes alunos estiveram também a definir o que pode vir a ser o seu futuro profissional.

“No fundo é lançar o início de uma carreira. Ver onde é que, daqui por 10 anos, vamos ver estes alunos a desenvolver os conceitos relacionados com a arte e a fotografia”.

João Campos optou pelo retrato do comércio tradicional, com um conjunto de 5 imagens a que deu o nome de “Retalho Português”.

A intenção foi mostrar lojas de comércio tradicional “como lugares de resistência ao espaço e ao tempo, congelados numa estética que já não existe”.

Com o trabalho “Turma 2008″, Renato Santos optou por “reconstituir a vida e experiência de um grupo de teenagers” com a “doçura de tons pastel” e um sombra de “sonhos e mistério”.

Ao fotografar 3 famílias sentadas em volta de uma mesa, Susana Almeida quis fazer um “Ensaio do Real”. Nestes retratos, a fotógrafo percebeu a consciência da presença da câmara e a “encenação” que as pessoas “podem tentar criar não chega”, porque “os detalhes superam a rigidez” e deixam-se mostrar.