Francisco José Viegas: Fernando Lanhas “marcou o caminho de muitos artistas”

Fernando Lanhas. Foto: UP
O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, lamentou esta segunda-feira a morte de Fernando Lanhas, recordando “o trabalho de progressão no conhecimento e de contínua tentativa de aperfeiçoamento, que marcou o caminho de muitos artistas”.
Numa nota de pesar pelo falecimento, no sábado à noite, no Porto, do artista plástico e arquiteto, aos 88 anos, o secretário de Estado descreveu Fernando Lanhas como “uma pessoa especial, uma personalidade sempre curiosa e sempre disponível” devido ao seu interesse por vários universos e áreas de saber.
Além das artes plásticas e da arquitetura, esses interesses dirigiram-se também para a astronomia, a arqueologia ou a museologia.
“O seu trabalho de progressão no conhecimento e de contínua tentativa de aperfeiçoamento marcou o caminho de muitos artistas que prosseguiram o traçado que lhes foi deixado por Fernando Lanhas. As linhas de Lanhas continuam vivas”, destacou o secretário de Estado da Cultura.
Fernando Lanhas “esteve na génese do abstraccionismo na Arte portuguesa desde os anos 40 como modernista e dinamizador de exposições marcantes para a nossa História das artes plásticas, de que são bons exemplos as do grupo “Os Independentes”, realizadas na cidade do Porto nessa mesma década”, recorda, na nota, Francisco José Viegas.
O secretário de Estado lembrou ainda, como exemplo do trabalho de Lanhas, o Museu Monográfico de Conímbriga e o Centro de Arte e Cultura de S. Pedro de Bairro.
Nascido no Porto a 16 de Setembro de 1923, Fernando Lanhas, que estudou arquitectura na Faculdade de Belas-Artes na Universidade do Porto, começou a pintar em 1944, tendo recebido o “Honoris Causa” pela Universidade do Porto em 2005.
O corpo de Fernando Lanhas encontra-se em câmara ardente na Igreja Nossa Senhora da Boavista, no Foco, no Porto, realizando-se o funeral esta segunda-feira.











