Parque da Cidade

O Parque da Cidade é o palco do festival que decorre de 7 a 10 de Junho. Foto: Arquivo

A organização do Optimus Primavera Sound assegura ter como preocupação a preservação do Parque da Cidade, a separação de resíduos e o impacto do som nas zonas residenciais vizinhas do festival, garantindo recuperar eventuais estragos, em 3 semanas.

“A nossa primeira preocupação é não estragar e, caso estraguemos, recuperar. Temos 3 semanas para o fazer. Temos o compromisso com a Câmara do Porto de recuperar tudo, depois de avaliados os danos, quer na parte da relva quer em estruturas sensíveis do Parque”, adianta José Barreiro, um dos responsáveis da organização do Optimus Primavera Sound, que se realiza no Porto, de quinta-feira a 10 de Junho.

Também a Câmara do Porto garantiu, através do seu gabinete de comunicação, que no final do evento, no qual são esperados “milhares de pessoas”, serão “respostas as condições originais do Parque, caso seja necessário”, existindo mesmo um “plano de intervenção” nesse sentido.

Explicando que “estão em curso medidas que pretendem minimizar o impacto do evento no Parque da Cidade”, a autarquia alerta que “o próprio conceito do festival privilegia a protecção e o respeito pelo Parque”.

A Câmara assegura ainda que a zona do Parque aonde o festival decorrerá não inclui “espécies raras nem com necessidade de protecção especial”.

“A própria localização e configuração do Festival Primavera Sound teve como primeira preocupação a preservação do Parque”, afirma o gabinete de comunicação.

José Barreiro confirma que os cuidados com o evento que se realiza este ano pela primeira vez fora de Barcelona abrangem ainda a separação dos resíduos e o impacto do som dos concertos junto dos moradores do recinto.

“Temos tido imensos cuidados em relação à questão do som, porque sabemos que as experiências não têm sido muito favoráveis para os residentes nas áreas limítrofes do Parque da Cidade”, afirma o responsável.

As medidas para reduzir os impactos do som do evento passam pela escolha dos locais para colocação dos palcos, de forma a que “não se ultrapassem os limites legais e os admissíveis em termos ambientais”, acrescenta José Barreiro.

Para além disso, foram feitos “estudos de som” que “garantem que as pessoas serão minimamente incomodadas”.

Apesar de tudo, José Barreiro admite que “pode haver zonas afectadas”, porque o impacto sonoro depende também dos ventos, que “são incontroláveis”.

“Mas estamos a trabalhar para que isso não aconteça”, garante.

As preocupações ambientais passam ainda pela separação do lixo e a ambição da organização é que o festival “seja reconhecido pela Sociedade Ponto Verde como um evento que cuida dos resíduos que produz”.

“Estamos a trabalhar com todas as entidades que gerem o lixo na cidade e vamos dar o máximo para tentar que o evento seja reconhecido pela Sociedade Ponto Verde. Vamos apostar muito na separação do lixo, vamos ter ecopontos espalhados por todo o recinto e tentar, com equipas de sensibilização, que as pessoas saibam colocar no sítio certo o lixo que produzem”, descreve.