Silo-Auto

Foto: Google Maps

A hasta pública realizada esta terça-feira pela Câmara do Porto para a venda do edifício do Silo-Auto por pelo menos 10,102 milhões de euros ficou deserta.

Não houve qualquer interessado no imóvel, no leilão realizado esta terça-feira nos Paços do Concelho: depois de iniciada a hasta pública, pelas 10h30, nenhum dos presentes na sala das sessões se manifestou, nem para esclarecer dúvidas.

Após meia hora de silêncio, foi declarada deserta a hasta pública que deveria fazer entrar nos cofres do município uma receita extraordinária de mais de 10 milhões de euros.

A Câmara do Porto aprovou a 15 de Novembro a venda do edifício do Silo-Auto, situado no gaveto das ruas Guedes de Azevedo e da Carvalhosa, fixando o valor base de licitação em 10,102 milhões de euros.

A proposta previa que o comprador alterasse o uso do imóvel construído há 40 anos, desde que garantisse a existência de 420 lugares de estacionamento públicos.

As “condições especiais de venda” admitem que o imóvel seja adequado a outro fim, alterando-se o uso quase exclusivo de estacionamento existente.

No entanto, o Silo-Auto não pode ser demolido, nem podem ser “diminuídas as condições de acessibilidade automóvel existentes”.

O imóvel, de mais de 30 mil metros quadrados de construção, está implantado numa área de terreno de mais de 8.000 metros quadrados.

O edifício está quase totalmente afecto a parque de estacionamento com 850 lugares, incluindo ainda uma “danceteria, uma oficina de reparação auto, escritórios, várias fracções comerciais e um posto de abastecimento de combustíveis”.

Na proposta aprovada em reunião de Câmara, refere-se que o contrato de exploração do Parque de Estacionamento das Carvalheiras (conhecido por Silo-Auto) cessa a 1 de Setembro de 2012.

A autarquia considerou que, 40 anos depois da construção do edifício, “são patentes mudanças significativas ao nível da oferta de estacionamento e da mobilidade da cidade”, sendo necessário “equacionar novas formas de exploração do equipamento”.

Uma vez que o espaço precisa de obras de reabilitação, a sua alienação evitaria “o esforço orçamental” do município, já que a recuperação ocorreria “por conta do futuro proprietário”.