Associação de bares quer proibição de venda de bebidas para a rua

Consumo de álcool na rua preocupa associação. Foto: Ana Isabel Pereira
Acabar com a venda de bebidas para consumo na rua, fenómeno particularmente visível na zona dos Clérigos, e clarificar a tipificação dos estabelecimentos para evitar a situação actual de “concorrência desleal”. São estes os objectivos da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), que vai solicitar, em Março, uma reunião com a comissão parlamentar de economia.
A associação já recolheu as opiniões da Câmara do Porto, PSP e Autoridade da Concorrência, que vão “servir de fundamentação para levar o tema à Assembleia da República”. Falta apenas ouvir a opinião da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), o que acontecerá numa reunião agendada para a próxima semana.
A ABZHP quer que se saiba “quem é quem no mercado”. Em causa estão estabelecimentos que têm licença para operar como cafés ou garrafeiras, mas que, na prática, funcionam como bares. “Não podemos ter um café aberto até às 4h e um bar a ter que fechar às 2h”, exemplifica.
Ao não se registarem como bares, os estabelecimentos “vendem bebidas” como qualquer bar, “mas não pagam direitos de autor, nem direitos conexos”, critica António Fonseca, dirigente da associação. “É concorrência desleal”.
Esta “clarificação” terá que ser articulada com a liberalização dos horários e a proibição de balcões virados para a rua. Para Fonseca, com estas medidas “a baixa não perderia vitalidade” porque “as pessoas podem circular” de estabelecimento em estabelecimento.
A ABZHP defende também a proibição da circulação com garrafas na rua, mas essa luta fica para mais tarde. “É um trabalho muito mais amplo”, reconhece o dirigente.












Percebo as preocupações. No entanto, acho que acabar com balcões de rua é um golpe à movida. O maior bar desta é a rua, é lá que as pessoas convivem, é o espaço público a sê-lo verdadeiramente. A proibição de garrafas de vidro a circular já se entende melhor pelo perigo que representam. E obviamente fazem falta urinóis públicos e caixotes do lixo em maior quantidade.
Não higienizem por completo a noite, não façam das praças locais de passagem entre bares. Não são os bares por si só o atractivo, mas a forma como se manifestam no contexto da cidade. Escolham bem as opções, pensem na cidade e não só nos bares, não matem a essência da movida.
Concordo com tudo o que foi dito no comentário anterior. Não acho que se deva acabar com a venda de bebidas nos balcões de rua. Mas deve-se clarificar e fiscalizar os diferentes tipos de licenças dos estabelecimentos comerciais, com diferentes níveis relativos aos horários, local de venda e tipos de bebidas. Não estou nada dentro do assunto, nem sei se isso já ocorre, é apenas uma opinião.
Fechem Tudo! Chegámos ao ponto em que existe uma loja que se chama “À Garrafa” e vende bebidas em garrafa, tipo supermercado. Existem filas para se comprar álcool. Por mim era injectar-se-lhes directamente.
E eu pergunto, qual a licença que aquilo tem?
Caro Fagundes, não se pode injectar álcuol. Mata.
Quanto a este assunto não tenho muito a dizer. A juventude vem para a rua para se divertir e isso é importante, mas mais importante era que esta juventude fosse defender os salários dos trabalhadores, e lutar contra a precariedade, mas não. Se for preciso fazem uma manifestação para que não se feche um bar qualquer sem licença. Penso que os dias de hoje são dias vividos com ideais bem diferentes daqueles pelos quais eu fui educado.