Areinho: “Têm de continuar a morrer pessoas?”

Foto: Isabel Castro Freitas
O comandante dos Sapadores Bombeiros de Gaia apelou à proibição dos banhos no rio junto ao Areinho de Oliveira do Douro, praia não vigiada e na qual, na última década, “terão morrido uma dezena de pessoas“.
“Tem que se arranjar forma [de proibir] e tem que haver quem assuma a responsabilidade no rio. Não podem deixar [as pessoas] ir à água”, disse o comandante Salvador Almeida, esta segunda-feira, um dia depois do desaparecimento de um jovem de 15 anos naquela zona.
Para o comandante, “aquilo não é praia, é uma zona de lazer onde está afixado que não se pode tomar banho, porque a água não tem qualidade”.
Independentemente dos avisos, são muitos os veraneantes que “não cumprem” e procuram aquele local para banhos de sol e de rio, pelo que “só proibindo e estando lá alguém” será possível evitar novos acidentes, considerou.
“As praias têm de ser proibidas” e ter “vigilância fixa”, frisou Salvador Almeida, que diz “assistir impotente” aos acidentes que anualmente ocorrem nos areais do Douro.
Lamentou ainda ter encontrado esta segunda-feira “crianças sozinhas na água”, na zona onde domingo desapareceu o jovem.
“Têm de continuar a morrer pessoas?”
Também o presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Douro lamentou a “situação mais ou menos recorrente ao longo do rio”, sublinhando que “as pessoas têm de ter a noção que não estão reunidas as condições necessárias” para banhos.
“Há muitos anos que pedimos vigilância no período estival”, assinalou o autarca Dário Silva, deixando a questão: “Têm de continuar a morrer pessoas para considerarem que é necessário vigilância?“.
O presidente lamentou ainda “nunca” ter visto os seus pedidos serem atendidos pela Capitania do Porto ou Administração Hidrográfica, assinalando que “o rio é apetecível, mas tem as suas ratoeiras”.
Notícia actualizada às 19h45 com a indicação de que as buscas foram canceladas por esta segunda-feira









