Metro do Porto

Foto: Arquivo

O presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Ricardo Fonseca, frisou esta quinta-feira que o “problema” da eleição dos novos órgãos sociais da empresa tem que ficar resolvido em Maio, porque “já se arrasta há demasiado tempo”.

“Já há um ano que a decisão devia ter sido tomada”, disse o responsável aos jornalistas, no final da assembleia-geral da Metro do Porto. Esta manhã foi adiado o ponto da eleição de novos corpos sociais.

Ricardo Fonseca, cujo mandato terminou já em Dezembro de 2010, afirmou que, esta manhã, foi apresentado na assembleia-geral um requerimento “subscrito por todos os actuais administradores” para que na 1.ª quinzena de Maio ocorra “obrigatoriamente” uma nova reunião magna especificamente para esse fim.

Este requerimento “já não é uma forma de pressionar [o accionista Estado], é dizer que em Maio (o problema) tem que ser resolvido mesmo”.

Questionado sobre se se demitiria caso em Maio o problema não fique resolvido, o responsável afirmou não querer sequer colocar a hipótese de que tal não vai ser solucionado, considerando que o prazo de mês e meio “é suficiente”.

“Há quantos meses andamos a pensar nisto”, questionou Fonseca, acrescentando que a intenção do Governo de criar uma administração conjunta para a Metro do Porto e Sociedade dos Transportes Colectivos do Porto (STCP) é conhecida desde o anúncio do Plano Estratégico dos Transportes, em Outubro.

Ricardo Fonseca disse ainda que “não tem havido nenhum diálogo entre a tutela e as empresas” de transportes, sendo que cabe aos accionistas tomar decisões quanto ao que pretendem para o futuro da empresa.

A criação de uma administração conjunta para a Metro e STCP obrigará sempre a alterações de legislação e à revisão dos estatutos da empresa de transporte ferroviário, uma vez que a Área Metropolitana do Porto é também accionista, a par do Estado.

Por diversas vezes o presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, avisou que teria que haver um diálogo entre a tutela e os autarcas sobre esta matéria, chegando mesmo a afirmar que não estaria disponível para tomar conhecimento de quem iria substituir Ricardo Fonseca pelos jornais, mas tal nunca chegou a acontecer.

Desta forma, a administração conjunta das 2 empresas depende ainda de um acordo com a JMP, da criação de um decreto-lei que permita definir e estabelecer o regime de acumulação das funções dos novos membros executivos das administrações das 2 empresas e da modificação dos próprios estatutos da Metro.