Urgências de Gaia: Honório Novo diz que Paulo Macedo mente

Honório Novo. Foto: Arquivo
O deputado do PCP, Honório Novo, acusou este sábado o ministro da Saúde, Paulo Macedo, de estar a “manipular” a informação e a “mentir” no caso da não despromoção das urgências do hospital de Gaia.
À margem de uma marcha de protesto em defesa do Serviço Nacional de Saúde, que decorreu este sábado à tarde em Gaia, o deputado Honório Novo considerou que Paulo Macedo está a “manipular a informação”.
“Está de facto a mentir. Manipulou a informação e manipular a informação é uma forma de mentir“, acusou Honório Novo.
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou quarta-feira, dia 25, no Parlamento, que o Governo não iria despromover as urgências do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, como sugeria o relatório de reorganização destes serviços.
Segundo Honório Novo, o “documento técnico” de reorganização dos serviços de urgência refere que a actual situação do hospital de Gaia é a de ter uma urgência polivalente.
Contudo, o Governo pretende transformar a urgência polivalente numa “urgência médico-cirúrgica”, com “valências inferiores”, avisa o deputado.
“Se consultar o documento técnico verifica-se que a situação do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho é a de uma urgência polivalente. Se verificar o que se pretende é transformar essa urgência numa urgência médico-cirúrgica. As valências desse tipo de urgência são bem inferiores às da urgência polivalente”.
Honório Novo teme que a urgência polivalente de Gaia possa mesmo deixar de existir, passando a funcionar uma urgência médico-cirúrgica, onde haverá apenas as valências de Medicina Interna e a Cirurgia.
“Neste caso apenas funciona a Medicina Interna e a Cirurgia, na outra, naquela que está prevista funcionar para a urgência de Gaia e que pretendem não continuar, tem outras valências, como Oftalmologia, Urologia, Cirurgia Vascular (…)”, explica o deputado comunista.
Utentes temem
O Movimento dos Utentes dos Serviços de Saúde veio dizer também temer que a decisão do ministro da Saúde de não despromover as urgências do hospital de Gaia seja travada, porque quem “manda no país são as Finanças“.
No relatório da Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência, divulgado na semana passada, é sugerido o encerramento de 16 serviços de urgência classificados enquanto tal num despacho de 2008.











