Há encerramentos por todo o país, menos em Lisboa, critica Rui Rio

Foto: Hugo Magalhães/Arquivo
A Junta Metropolitana do Porto (JMP) vai escrever ao primeiro-ministro “sensibilizando-o para a justiça dos cortes previstos nos serviços públicos”. Rui Rio, o presidente da JMP, critica que haja encerramentos “por todo o país, menos” em Lisboa, “onde há mais e excedentários”.
Em reunião ordinária da Junta Metropolitana do Porto, e segundo a página oficial da Câmara do Porto, Rio anunciou que a junta vai escrever uma carta a Pedro Passos Coelho, sensibilizando-o para a justiça dos cortes previstos nos serviços públicos, nomeadamente na reorganização dos serviços de saúde.
“Não é correcto nem justo, olhando para o panorama nacional, vermos serviços a encerrar no interior, e não haver o mesmo tipo de notícias relativamente aos grandes serviços concentrados na capital, onde se encontra a maior fatia dos funcionários públicos”, enfatizou Rui Rio.
O também presidente da Câmara do Porto afirma que “é muito mais difícil encerrar um serviço na capital, mas não é justo”.
“Os governos têm de ter a coragem de encerrar em Lisboa serviços de direcções gerais, institutos públicos que não têm utilidade em relação a outros com grande importância para as populações locais. Só se deve encerrar serviços, por razões económicas, depois de esgotar todas as tentativas e de encerrar tudo o que é inútil. Temos notícias sobre o encerramento de serviços públicos por todo o país, menos onde há mais e excedentários”, sublinhou.
Novas competências das áreas metropolitanas
Outro dos temas debatidos nesta reunião prendeu-se com o facto de brevemente dever ser enviado ao Governo e à Junta Metropolitana do Porto o relatório final sobre as novas competências das áreas metropolitanas, onde vão estar previstas novas competências.
“É preciso uma nova gestão, de carácter transversal. Daí a necessidade de existência de uma nova autarquia, de nível superior, com carácter metropolitano para ser gerida à escala metropolitana e não à escala municipal ou central”, declarou.
A Junta Metropolitana do Porto aprovou ainda a adjudicação à Universidade Católica da “Elaboração, Desenvolvimento e Avaliação de Projectos Educativos Municipais e de Projecto Educativo Metropolitano”, projecto que deverá estar pronto até ao final de 2013 e no qual se fará um levantamento exaustivo do que existe em cada um dos municípios, propondo assim um planeamento mais adequado.











Ele sabe disto é porque viu números.
Que seja mais acutilante, porque para isso tem jeito.
Forme um partido que limpe toda esta porcaria com uma nova Constituição e a Terceira República.
Lisboa eles não mexem em nada, é como se fosse um país a parte de todo o Portugal foi e sempre será os mais beneficiados em tudo o resto é paisagem mas a culpa é nossa a muito que devia de haver a regionalização mas outros interesses se levantam para que isso nunca se venha a concretizar.
Excelentemente Bem Dito!!!!
há guerras sanguinárias em vários pontos do planeta… até. [está de argumento esgot(ad)o este merdrempó]
Estão próximas as eleições autárquicas….. e engraçado, elas são uma moeda com duas faces, uma para Rui Rio, para tentar a reeileição, a outra, para os votantes do Porto poderem dar uma oportunidade a outras políticas. Se votam sempre nas mesmas chapas, pq se queixam?
@steinbecck Henrique. Infelizmente já não se pode votar em Rui Rio.Daí o melhor seria ele fundar um novo (velho PPD) partido que este PSD rançou…
É entaipar, Ruca, é entaipar em Lisboa, também. És o maior!
Encerrar serviços centrais, ou outros, em Lisboa, mesmo que justificadamente, porque são completamente inúteis e um sorvedouro de dinheiro dos contribuintes, implica:
1. Aumento brutal da taxa de desemprego na Capital do Império, o que, do ponto de vista do Governo Centralista, seria intolerável, ao contrário do Norte, onde o próprio “Governo do país” o promove. Daí que cada vez mais gente da nossa região não tenha outra opção que não seja emigrar;
2. O que fazer com esses milhares de pessoas que só têm emprego porque meteram cunhas junto dos boys do PS e do PSD que, po seu lado, moveram influências dentro dos respectivos partidos para arranjar uns “taxinhos” para os sobrinhos, primos, parentes mais afastados e amigos da “província” ou/e da própria cidade das sete colinas? Vão voltar às aldeias donde vieram depois do “bem bom” lisboeta? Vão arrumar carros na capital ou tornar-se pedintes e/ou sem abrigo? Não creio!