Boulangerie de Paris

A pastelaria na Rua Mouzinho da Silveira foi o segundo espaço que a empresa abriu. Foto: Amanda Ribeiro

Os cerca de 30 trabalhadores das 3 pastelarias Boulangerie de Paris, no Porto, encerradas desde quinta-feira, estiveram esta sexta-feira concentrados em frente à sede da empresa, reclamando o pagamento do subsídio de férias e acusando o sócio-gerente de “encerramento ilícito”.

Segundo adianta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria e Turismo, o sócio-gerente, de nacionalidade francesa, comunicou na quinta-feira, por carta, aos trabalhadores, “que ia fechar para férias até final de Agosto”, o que nunca aconteceu em anos anteriores, sem liquidar os salários de Julho nem o subsídio de férias.

De acordo com Francisco Figueiredo, esta será, contudo, a forma encontrada “para fugir à acusação de crime” por “encerramento ilícito da empresa” já que, numa reunião com os trabalhadores, na quarta-feira à noite, o gestor “disse que as pastelarias estavam a dar prejuízo e que tinha uma ordem do tribunal para fechar”.

Confirmada, na quinta-feira, a inexistência dessa ordem judicial, e confrontado pelos trabalhadores com a ilegalidade da intenção de encerramento, o sócio-gerente terá então comunicado o encerramento para férias até ao final de Agosto, tendo entretanto mudado as fechaduras dos 3 estabelecimentos – um na rua Gonçalo Sampaio, o outro na Rua Mouzinho da Silveira, muito perto da Estação de S. Bento, e o terceiro na Foz, na Rua da Sra. da Luz – para evitar a sua reabertura por iniciativa dos funcionários.

Já ao início desta tarde, e face à concentração dos cerca de 30 trabalhadores junto à sede da empresa, na rua Gonçalo Sampaio, o gestor terá chamado por 2 vezes a polícia ao local.

“Primeiro disse que os trabalhadores estavam com bastões de baseball, mas a polícia chegou, viu que estavam todos desarmados e foi-se embora, e agora chamou-os novamente e saiu, há minutos, com malas e pastas e desconfiamos que fugiu para França”, afirmou Francisco Figueiredo.

Às 15h desta sexta-feira, estavam concentrados em frente à sede da empresa meia dúzia de trabalhadores.