Moradores dizem que o problema é “o barulho feito na rua”

Foto: Nataniel Diogo
O problema não são os bares. O problema é “o barulho feito na rua”, a insegurança e a venda de “litrosas”, apontaram esta terça-feira 3 moradores da baixa, que assistiram à reunião da Câmara do Porto e no final criticaram a proposta aprovada pelo executivo.
“O problema não são os bares, é o barulho que as pessoas fazem na via pública. No sábado, às 4h30, tínhamos 300 pessoas a fazer barulho na rua”, observou Elisabete Neves, moradora do Largo Mompilher, no período destinado aos munícipes na reunião pública desta terça-feira.
Paula Amorim pediu o fim das licenças “a eventos à noite”.
“No sábado, andaram a entregar preservativos com bombos até às 3h. São precisos bombos, para entregar preservativos?”, questionou.
A moradora afectada pela movida nocturna da baixa referiu ainda que as vendas ambulantes de bebidas alcoólicas não constituem problema.
“Garrafas são atiradas ao ar”
“Há lojas a vender garrafas de litro para a rua até às 5h. O problema não são as vendas ambulantes, são as garrafas das ‘litrosas’. São atiradas ao ar, sabe-se lá onde vão cair. Qualquer dia caem na cabeça de alguém”, avisou.
Maria Pereira, da Travessa de Cedofeita, lembrou que foi naquela artéria da cidade “que o problema começou, há 4 anos”.
Criticando que tudo continue por resolver, a idosa revelou ter-se deparado com “uma poça de sangue à porta de casa”, vindo depois a saber que um jovem tinha ali sido morto durante a noite.
O vice-presidente da autarquia, Vladimiro Feliz, sublinhou acreditar que as medidas aprovadas esta terça-feira pela Câmara “vão minimizar os problemas”.
“Vamos estar atentos. O problema pode não ser resolvido na plenitude – isso é algo que tem de ser percebido por todos. Mas vamos tentar melhorar a qualidade de vida das pessoas. Temos é de dar um tempo para ver os efeitos destas medidas”, sublinhou.
Vender garrafas para a rua
A Câmara do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, as “Medidas de actuação e utilização da baixa do Porto”, com vista a compatibilizar a diversão nocturna com o direito ao descanso dos moradores (a CDU apenas votou contra uma alínea do documento, referente aos horários de encerramento dos estabelecimentos).
A CDU queria a proibição da venda de álcool para a via pública a partir da meia-noite, mas o vereador do Urbanismo, Gonçalo Gonçalves, frisou que “90% do problema será resolvido com a proibição da venda ambulante”.
Lojas de conveniência com horário reduzido
“A maioria dos bares não vende garrafas de vidro. Abrir uma porta depois do horário licenciado e passar por aí garrafas é proibido por lei. Não vale a pena proibir o que já é proibido. Outro problema são as lojas de conveniência que, na verdade, não o são. Aí, teremos de assumir esse facto e restringir-lhes os horários”, defendeu o vereador da maioria.
Gonçalo Gonçalves acrescentou que os limitadores de potência sonora, que bares e discotecas com “música ao vivo e amplificada” têm de comprar, param “automaticamente” a música à hora de encerramento do espaço.












«A moradora afectada pela movida nocturna da baixa referiu ainda que as vendas ambulantes de bebidas alcoólicas não constituem problema.
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mas o vereador do Urbanismo, Gonçalo Gonçalves, frisou que “90% do problema será resolvido com a proibição da venda ambulante”.»
Estou confuso.
acho piada que uma vez apareceu uma moradora indignada, a dizer que já fez inúmeras queixas, e eu vejo-a sempre de madrugada na zona dos bares vermelha que nem um pimento a beber compulsivamente…