Antiga escola da Fontinha e Infantário João das Regras assaltados

Escola da Fontinha assaltada. Foto: Pedro Rios
O presidente da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso ironiza: “Andam muito na minha freguesia”. O sorriso é amargo e Wilson Faria tem razões para isso: no espaço de duas semanas, a antiga escola primária da Fontinha foi vandalizada e assaltada e o Infantário João das Regras também foi alvo dos ladrões.
“Na noite de sábado para domingo, assaltaram o nosso Infantário João das Regras. Levaram um computador velho e um rádio. Deram cabo do portão, das fechaduras, de uma porta de alumínio”, conta Wilson Faria ao P24.
Há cerca de duas semanas, a antiga escola primária da Fontinha, desactivada há 5 anos, também foi assaltada.
Numa madrugada, conta Wilson Faria, 3 indivíduos surgiram com uma carrinha na pachorrenta Rua da Fábrica Social e começaram a tirar material eléctrico do interior do edifício, com “descontracção e lata”, como se fossem trabalhadores da câmara ou da junta.
Os sinais do assalto são evidentes: no antigo recreio, amontoam-se vidros partidos e plásticos.
A junta alertou a Câmara do Porto, que enviou esta sexta-feira 2 funcionários da DomusSocial ao local. A entrada no edifício foi emparedada e o portão recebeu um novo cadeado, constatou o P24 no local. Continua, porém, a ser fácil entrar do edifício, através das janelas partidas.
Os funcionários confirmaram ao P24 que no interior do edifício há móveis destruídos e que tudo o que seria de valor no edifício foi roubado, nomeadamente cabos eléctricos com cobre.
Um edifício à espera de uso
No edifício já funcionou a escola primária da Fontinha, entretanto transferida para a Rua Raul Dória, e um ATL. Não é fácil encontrar uma ocupação para o espaço, reconhece Wilson Faria.
“O sítio é muito mau”, justifica. A hipótese de se abrir uma universidade sénior também não avançou porque a rua é uma “subida muito íngreme”. “Há outro pedido de uma espécie de universidade americana que está a tentar ir para lá. Mas é preciso fazer obras”, conta o autarca.
Na rua, os moradores com quem o P24 falou lamentam que o edifício esteja ao abandono e sugerem que seja aproveitado para a construção de um lar de terceira idade ou um centro de dia. É o caso de José Dias, 81 anos, morador há 50 anos, que diz que a situação é uma “pouca-vergonha” e critica a câmara e a junta por “não fazerem nada ali”.
A Câmara do Porto não respondeu em tempo útil às perguntas do P24.











