Sem direito a refeições, jovens artesãs abandonam Feira de Artesanato

As rendas de bilros são o principal destaque desta 35.ª edição. Foto: CM Vila do Conde
Alunas da Escola de Rendas de Bilros de Vila do Conde abandonaram o “stand” da feira de artesanato local porque a organização do certame “se recusa a dar-lhes refeições”, disse à Lusa a professora da escola.
A Feira Nacional de Artesanato começou no sábado e decorre até ao dia 5 de Agosto nos jardins da Avenida Júlio Graça, em Vila do Conde. As rendas de bilros são o principal destaque desta 35.ª edição.
Teresa Pimenta referiu que estavam no “stand” cerca de “17 crianças, com idades compreendidas entre os 5 e os 13 anos”, e que abandonaram o local, porque “não podiam estar tantas horas sem comer”.
É que, nos dias úteis, a feira está aberta das 17h às 24h, sendo que ao fim-de-semana o espaço abre 2 horas mais cedo.
A professora explicou que os “pais levaram as crianças e, desde domingo, não há artesãs a trabalhar ao vivo” na feira, tal como estava previsto.
A docente, que contou que, em anos anteriores, as crianças jantavam na feira, lamenta o sucedido e diz que a situação é “inadmissível”.
“Querem preservar o artesanato local e terminam, desta forma, com a motivação das crianças, que são o futuro do município”, frisou.
A Associação para a Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde, que organiza este evento, confirmou que “houve uma redução nas despesas”, algo que se estendeu a todos os cerca de 200 artesãos participantes.
Carlos Laranja sublinhou que “há regras e todos têm que cumprir”, adiantando que há “30 senhas para serem geridas ao longo desta semana para as rendilheiras, mas como a docente da escola não tem aparecido, ainda não lhe foram entregues”.
Para além disso, Carlos Laranja não entende porque é que as crianças “têm que estar na feira tantas horas seguidas. A acontecer, seria uma violência”.
O mais lógico seria trabalharem por turnos, ou seja, “um grupo estaria à tarde e outro após o jantar”, apontou.
A terminar, o representante da associação que organiza a feira, lamenta o sucedido e diz que este caso será “comunicado” à secundária José Régio, a estrutura de quem depende a Escola de Rendas de Vila do Conde, porque mandataram uma professora para os representar no certame e “ela não tem aparecido”.











Realmente existe uma grande contradição entre o título e o fecho do texto. As alunas realmente abandonaram o certame domingo após serem notificadas pelo representante do certame que teriam duas opçoes ” ou íam comer para casa ou a professsora pagava do próprio bolso”. O final do texo está incorrecto porque embora sem alunas eu, não abandonei o certame e a única falta foi terça feira, que eu tinha comunicado ainda antes do certame começar que chegaria mais tarde por motivos pessoais e que acabei por faltar depois de ter sido humilhada e ameaçada por telefone pelo Autarca de Vila do Conde que me causaou um mau estar psicológico. Essa falta foi autorizada por quem de direito a qual comprovo com o devido documento. A minha presença diária que durante o fim de semana é “por amor à camisola”, sem remuneração ou dias de férias a gozar, todos os artesãos o comprovam assim como todos os Vilacondenses que não tenham receio de falar verdade receando vinganças.