Associação Panteras Rosa quer monumento à memória de Gisberta
Passados 5 anos do assassinato da transexual Gisberta, a associação Panteras Rosa vai sugerir ao presidente da Câmara do Porto e ao presidente e aos deputados da Assembleia Municipal “que a cidade do Porto assinale no espaço público a memória de Gisberta e da sua morte trágica”.
Na carta que será enviada àqueles órgãos, a que o P24 teve acesso, a associação propõe a criação de “um monumento, através de uma intervenção artística permanente, que possa representar que a transfobia não seja mais possível na nossa cidade”.
Em Fevereiro de 2006, a transexual conhecida como Gisberta (nascida Gisberto Santos Júnior) foi assassinada num parque de estacionamento abandonado – o esqueleto de uma obra que havia parado há anos era o tecto de Gisberta há já algum tempo –, depois de ter sido torturada durante vários dias e atirada para dentro de um poço.
O crime, cometido por menores de idade institucionalizados – a maioria na Oficina de São José, uma instituição tutelada pela Diocese do Porto –, chocou o Porto e o país.
Na carta enviada à câmara e à Assembleia Municipal, a Panteras Rosa sublinha que hoje “a identidade de género é um tema incontornável para uma sociedade mais justa e solidária, no combate a todas as formas de exclusão social e à discriminação nas suas raízes mais profundas”.
Essa defesa “deveria ser afirmada pela cidade do Porto, através dos seus órgãos autárquicos e dos seus representantes políticos”, sustentam os responsáveis da associação de defesa dos direitos LGBT (Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero).
A Lei de Identidade de Género foi aprovada no Parlamento este mês, depois do veto do Presidente da República, Cavaco Silva.







