Rui Rio espera resposta do IHRU para decidir sobre obras no Lagarteiro

Foto: CMP
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, revelou esta terça-feira estar “à espera” da resposta do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) relativamente ao apoio financeiro da reabilitação do bairro do Lagarteiro, admitindo que a mesma pode parar.
“Neste momento, estou à espera do IHRU, que ficou de pensar e fazer as contas para ver o ritmo a que podemos reabilitar o Lagarteiro”, afirmou o autarca, durante a reunião camarária desta terça-feira.
No entanto, Rio admite que, sem apoio, as obras no Lagarteiro podem ficar suspensas: “Ou o IHRU apoia, ou o Lagarteiro fica com o estatuto dos outros bairros ainda não reabilitados”, frisou.
O edil referiu ainda o incumprimento da administração central relativamente a outras verbas do programa Prohabita.
“Se a administração central não cumprir o que prometeu, é evidente que isso traz dificuldades acrescidas”, sublinhou.
A 9 de Maio, o presidente do IHRU revelou à Lusa não ter dinheiro para “prosseguir com o financiamento das obras de requalificação” do bairro do Lagarteiro, nem para garantir que serão retomadas no futuro.
“Estamos sob intervenção externa e a lei dos compromissos é muito clara. Só se estivesse louco é que garantia a continuidade de algo para o qual não tenho dinheiro, porque não há dinheiro”, afirmou na altura Vítor Reis, vincando que o IHRU não tem “condições para prosseguir com o financiamento das obras de requalificação do Bairro do Lagarteiro”.
No início de Maio, quando foi divulgada a extinção do programa interministerial Bairros Críticos, no qual o Lagarteiro estava incluído, a Câmara do Porto revelou acreditar que as obras naquele complexo habitacional iriam “ser todas feitas, só que muito mais prolongadas no tempo, com financiamento do IHRU e da Câmara, tal como até aqui”.
A autarquia disse ainda estarem em falta obras em 4 blocos do bairro do Lagarteiro, correspondentes a um investimento total de 3 milhões de euros, explicando que existe actualmente uma “despesa efectuada e ainda não comparticipada” pelo IHRU.
No âmbito de um protocolo assinado entre a autarquia e o IHRU em 2008, ficou acertado que a iniciativa Bairros Críticos seria acompanhada da requalificação física do bairro, através de verbas do programa Prohabita.
A operação apenas recebeu luz verde em 2010, depois de o Governo aprovar um reforço de 1,7 milhões de euros para a empreitada.
O investimento global aprovado pelo ministério do Ambiente foi de 5,6 milhões de euros, cabendo ao IHRU cerca de 3,6 milhões.











