Protesto na Fontinha

Foto: Alexandra D. Marques

Activistas do movimento Es.Col.A, que a polícia despejou quinta-feira do Alto da Fontinha, no Porto, decidiram reocupar o estabelecimento de ensino no dia 25 de Abril.

A decisão foi tomada, sexta-feira, em plenário realizado no Largo de Fontinha, que reuniu 150 a 200 pessoas.

Cerca das 20h15 terminou o plenário e muitos dos participantes prepararam-se para se dirigirem à própria escola na rua da Fábrica Social a cerca de 300 metros de distância.

Pouco antes das 20h30, alguns activistas chegaram a entrar no recinto da escola, saindo pouco depois.

“O acto de revolta está feito”, disse um dos activistas.

Um carro da polícia Municipal encontra-se no local, mas não houve qualquer movimentação visível de agentes.

Outra proposta aprovada foi a realização de assembleias-gerais diárias até decisão em contrário.

O plenário aprovou também propostas de realização de uma peça de teatro sobre o problema da escola e a realização de iniciativas lúdicas e culturais no Largo da Fontinha.

Começou também uma recolha de fundos, que irá prosseguir no sentido de ajudar ao apoio legal às 3 pessoas que foram detidas quinta-feira quando a escola foi ocupada pela polícia.

O movimento Es.Col.A foi despejado quinta-feira da escola da Fontinha pela polícia, tendo a Câmara do Porto revelado que estava disponível a permitir a ocupação do espaço até ao fim de Junho, desde que fosse formalizado um contrato de cedência e se fizesse o pagamento de uma renda simbólica de 30 euros.

Três activistas do movimento foram nessa altura detidos pela polícia e serão julgados no dia 2 de Maio.

O movimento mantinha-se na escola do Alto da Fontinha desde Abril de 2011 e nele dinamizava actividades desde hortas a teatro, passando por ioga e cinema.