“Insensibilidade e preconceito”. CDU quer explicações de Rio sobre despejo na Fontinha

CDU critica "forte aparato policial" da operação de despejo. Foto: Maria João Brum
O vereador da CDU na Câmara do Porto requereu o agendamento de um debate sobre o despejo do colectivo Es.Col.A na reunião camarária de terça-feira, acusando a maioria PSD/CDS de “insensibilidade e preconceito”.
“Perante a gravidade do sucedido e tendo em conta a necessidade de esclarecimentos, o vereador Pedro Carvalho requereu a discussão desta matéria em ponto próprio da ordem de trabalhos da reunião de Câmara de terça-feira”, revela o PCP do Porto, em comunicado.
O PCP considera que “a operação de despejo, apoiada num forte aparato policial” (também criticado pelo Bloco de Esquerda), “que resultou em várias detenções e momentos de grande tensão entre com os activistas”, foi a “consequência de um processo que a coligação PSD/CDS conduziu com insensibilidade e preconceito”.
Os comunistas querem ainda saber detalhes sobre o projecto social que a Câmara do Porto tem previsto para o local.
“O PCP estranha a escassez de informação sobre qual o projecto em concreto, a partir de quando se prevê iniciar, assim como acerca da incompatibilidade da sua coexistência com as actividades que decorriam”, afirmam.
Os comunistas exigem ser elucidados sobre “a intervenção da PSP, da Polícia Municipal e dos Bombeiros Sapadores do Porto”.
“A intervenção da Polícia Municipal e da PSP com recurso à violência reclama esclarecimentos cabais que fundamentem os motivos que conduziram a este desfecho”, observa o PCP.
Os comunistas alertam ainda que “segundo foi tornado público, os bombeiros sapadores mobilizados para esta acção de despejo foram-no sem conhecimento prévio da ocorrência e participaram sem fardas e com os rostos cobertos, numa evidente utilização abusiva destes profissionais”.
O PCP quer ainda esclarecimentos sobre a proposta aprovada em reunião de câmara a 13 de Março.
Nesse dia, a autarquia aprovou, com a abstenção da maioria PSD/CDS, uma proposta de recomendação da CDU em que se comprometia a tomar “as diligências necessárias para suspender o despejo da Es.Col.A do espaço onde actualmente se encontra e estabelecer um diálogo com os seus promotores, com o objectivo de garantir a continuidade deste projecto e das suas actividades em prol da população onde se insere”.
No entanto, alerta o PCP, desde o início do projecto que a coligação PSD/CDS, “não procurou de forma genuína uma solução de entendimento e de compromisso com a apresentação de propostas que permitissem a continuação das actividades”, diz o comunicado.
A Câmara do Porto revelou, no dia do despejo, que estava disponível a permitir a ocupação da Es.Col.A até ao fim de Junho, desde que fosse formalizado um contrato de cedência e o pagamento de uma renda simbólica de 30 euros.












é simples!
o que o rui rio fez, foi o mesmo que qualquer partido que estivesse na camara faria!
correr com toda e qualquer ameaça á sua soberania, e que escape ao seu controlo!…
espantososo é eles não saberem controlar a sua propria vida sem parasitarem, e quererem acabar com quem faz isso…
ao mesmo tempo nos centros de emprego, continuam a “incentivar” ao trabalho “voluntario”, para justificar o receber de subsidios!…. (chamo a isso escravatura… mas legal)
a bofia existe para garantir que isto tudo se mantem assim! mais uns parasitas disfarçados de “trabalhadores” quem trabalha produz! quem parasita é UM PARASITA!