‘Ocupas’ estão a dinamizar a antiga escola da Fontinha

Depois da limpeza, começa a dinamização. Foto: AIP
Em Março, o P24 dava conta do abandono a que estava votada a Escola da Fontinha, desactivada há 5 anos. Ora, a mesma escola, foi ocupada, no dia 10 de Abril, por um grupo de pessoas que a quer “devolver à comunidade”. O movimento, que prefere manter-se no anonimato e longe dos holofotes dos meios de comunicação social, tem nome – Es.Col.A do Alto da Fontinha Espaço Colectivo Autogestionado –, um blogue oficial e um ‘prazo’ para intervir no espaço.
Primeiro, os ‘ocupas’ limparam o lixo e os vidros partidos dentro e fora do edifício e arrancaram a vegetação que já cobria os muros da escola. Depois, criaram grupos de trabalho para, por um lado, decidir como vão dinamizar o espaço – e algumas ideias já saíram do papel –, e, por outro, preparar pequenas reparações no imóvel. Esta semana, já há actividades lúdicas e pedagógicas. Esta quinta-feira, pelas 18h30, já arranca um ateliê de desenho e uma oficina de bicicletas.
O grupo que ocupou a escola na Rua da Fábrica Social “reivindica a oportunidade de dinamizar o espaço” e diz ter, “pelo menos, 90 dias” para dar provas de que esta é uma experiência viável. O período corresponde ao “prazo previsto por lei, após notificação, para desocupar imóvel do Estado ou de instituto público”, sublinham no site do projecto.
“O novo Espaço Coletivo Autogestionado (ES.COL.A) funciona por decisões tomadas em assembleia com a vizinhança e participantes”, explicou ao P24 um dos membros do projecto, por um email e sem se identificar.
A propósito do pedido do P24 para acompanhar as reparações no edifício – o grupo identificou pequenas coisas que podia fazer, com ajuda da “comunidade”, como pintura de paredes, substituição de caixilharias e colocação de vidros –, a mesma fonte explicou que “o objectivo do projecto” é ser “do bairro para o bairro”.
Actividades para todos
A ES.COL.A “já iniciou um plano de actividades, algumas começam ainda este mês, outras em Maio”, pode ler-se no blogue dos ‘ocupas’, onde também se avisa que “o espaço fecha às 22h, mas não se faz barulho depois das 20h30″.
As assembleias realizam-se às segundas-feiras, às 18h – depois do pedido de entrevista do P24, o “tema dos media” foi discutido na “assembleia aberta” desta semana, em que “participam cerca de 40 pessoas, incluindo vizinhos”. Os presentes foram da opinião de que seria “mais interessante” abrir este Espaço Coletivo Autogestionado aos jornalistas no futuro.
Em Abril, para além do ateliê de desenho, haverá “cinema documentário e jantar da Fontinha às sextas-feiras, a partir do dia 29, e “yoga aos sábados, a partir de 30″.
“Nos dois últimos dias de Abril, há uma oficina de introdução ao clown”, pode ler-se numa das entradas do blogue.
Em Maio, os ‘ocupas’ querem “ter uma biblioteca aberta e começar o ateliê de leitura”, às segundas-feiras, “apoio escolar às terças e quartas”, uma oficina de bicicletas às quartas e “o hacklaviva”, um espaço com computadores para aprender informática, às quintas.
Outras sugestões estiveram em cima da mesa nas reuniões realizadas até à data. No mesmo site, dá-se conta, por exemplo, de um pedido “para abrir o espaço do pátio para jogar à bola todos os dias, das 18h às 20h”.
A próxima assembleia é no dia 25 de Abril, às 18h30.
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- Pingback: Associação nascida na Escola da Fontinha está sem actividade | Porto24 | 19/04/2013










Sao boas ideias, desburocratizadas, naturais. E que ajudam a criar um polo de actividade. Os Okupas de diversas cidades europeias ja se encaminham numa linha mais inclusiva face a sociedade, e de criacao de mais valias culturais.
E é assim, com inciativas como esta que se vai promovendo a cidadania e o civismo!
PARABÉNS A TODOS OS OS RESPONSÁVEIS E PARTICIPANTES!
haja espírito de iniciativa!!!
quando o estado e o capital vem com as mentiras das “crises” das faltas de “verbas” e mais umas quantas, para justificar a sua falta de vontade de servirem as pessoas, que dizem ser quem “representam e servem”…. não ha outra alternativa a não ser as pessoas a fazerem as suas proprias coisas…
pode não haver dinheiro… mas ha vontade!…
o problema é que “Nos” convenceram que quem “não tem dinheiro não tem vicios”…
a sociedade é feita plas pessoas, não por uns gravatinhas que vivem em condominios de luxo, bunkers isolados do resto do mundo por muros, e camaras de vigilancia… estes gravatinhas NÃO conhecem, nem querem conhecer a realidade da maioria das pessoas… e sinceramente… pessoas estupidas, para eles dá-lhes jeito… é esta manada estupidificada que os sustenta no seu poleiro parasitário.
é triste ver que a maioria dos proprietários (engraçado que no outro dia tivemos a ver de edificios, aqui na baixa de lisboa, e a maioria, ou é da caixa geral, ou do tribunal…) preferem deixar os edificios vazios, a aodrecerem e a degradarem-se, do que a permitir que uma população, pobre, desiludida com o que não tem, as possa utilizar de uma maneira positiva, util, criadora/canalizadora de energias para coisas positivas, para serem as proprias pessoas a cuidarem do seu proprio bem estar…
o medo do estado, e demais parasitas, é que as pessoas tomem consciencia de que na verdade não precisam desses gajos para viverem…
e infelizmente, como tantas outras vezes tem acontecido, vão vir com a mentira do “bem estar” ou das “faltas de condições de salubridade e segurança” para, com a tanga do “estamos a fazer isto plo vosso bem” correrem com as pessoas dos sitios, até levarem os imoveis a leilão, (anunciados como manda a lei, naquele jornal que TODA a gente lê, que é o diario da republica) onde depois os vão comprar por tuta e meia…
e os alarves ficam mais ricos, e as pessoas cada vez mais pobres!
força á ES.COL.A! e que hajam muitas mais por todo o lado…
“se nós não gostarmos de nós……..”
Fico feliz por mais esta conquista:)
Espero visitar-vos em breve e ajudar nessas arrumações e na dinamização.
Muitas felicidades! A cidade precisa de vocês.