Demolição da torre 5: PJ investiga destruição das 2 escavadoras no Aleixo

Foto: Ana Isabel Pereira
A destruição das 2 escavadoras no Bairro do Aleixo, no Porto, provocou um prejuízo de cerca de 80 mil euros e o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.
A PJ já confirmou estar a investigar o caso, acrescentando que esta manhã já estiveram 2 elementos desta polícia no local a fazer a peritagem.
De acordo com o oficial de dia do Comando Metropolitano da PSP do Porto, “as cabines das máquinas ficaram completamente destruídas pelas chamas”.
“Não há, até ao momento, testemunhas do que se passou ou, se há, ninguém quis falar”, disse a mesma fonte.
“As 2 escavadoras giratórias ficaram totalmente inutilizadas, porque ficaram com os comandos electrónicos destruídos”, explicou à agência Lusa o director da obra, Ricardo Pereira, acrescentando que os prejuízos situam-se perto dos “80 mil euros” e que, apesar de haver um seguro de responsabilidade civil, este “não cobre danos de vandalismo”.
O director da obra adiantou ainda que, por norma, as máquinas escavadoras costumam ser alvo do roubo de gasóleo e, para não serem alvo de vandalismo, os proprietários deixam combustível nos depósitos para os larápios não maltratarem os veículos.
“Não sei se o motivo era roubar combustível, mas deixámos cerca de 50 litros de gasóleo em cada uma das máquinas”, assegurou Ricardo Pereira, reconhecendo que é “estranho” terem vandalizado de forma tão destrutiva os veículos logo na primeira noite em que ficaram no local depois da implosão da torre 5.
As chamas nas máquinas devem ter deflagrado cerca da 1h da manhã desta terça-feira e o director da obra foi informado do incidente cerca das 2h, adiantou.
As máquinas destruídas deverão ser removidas dentro de 2 dias e, esta semana, a empresa já terá “novas máquinas a trabalhar”, garantiu, referindo que há prazos para cumprir e caso não consigam terminar a obra dentro dos limites os prejuízos podem ser “muito mais elevados”.
As 2 escavadoras incendiadas trabalhavam na remoção dos destroços da torre 5, que foi demolida por implosão na sexta-feira, às 11h45, numa operação que envolveu cerca de 300 operacionais e que obrigou a 509 moradores a abandonar o perímetro de segurança.
No local, além da PSP, estiveram os Sapadores do Porto.
Este artigo foi actualizado às 12h30.












É colocar a PSP lá no bairro 24h a tomar conta das máquinas e acabar com o tráfico da torre 1.