Rui Rio: “Matar o Circuito da Boavista era tudo menos inteligente”

Rio defende investimento no circuito. Foto: Pedro Rios
Rui Rio socorre-se dos números animadores do turismo no Norte para defender a realização do Circuito da Boavista em 2011. “É importantíssimo ter eventos de grande visibilidade e que se afirmem como marca de uma região”, disse o presidente da Câmara do Porto.
Para Rio, que falava durante a inauguração das novas instalações da Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, não é inteligente acabar com uma marca da cidade, “que começou nos anos 30″. “Não há Red Bull Air Race, mas essa não é uma marca do Porto”, lembrou.
Rui Rio sobre o Circuito da Boavista
“As pessoas têm de dizer mal de qualquer coisa. Agora é o Circuito da Boavista”, ironizou, no final da cerimónia, aos jornalistas. “O país está como está, o turismo consegue despertar e eu ia tomar a decisão de matar o Circuito da Boavista? Era tudo menos inteligente“, afirmou, frisando que as finanças da autarquia estão “suficientemente equilibradas” para o investimento na prova desportiva “entrar no orçamento e não endividar a câmara”.
O orçamento municipal atribui 800 mil euros às obras que permitirão a realização do Circuito da Boavista em 2011, uma opção criticada pela oposição.
O autarca integrou a aposta na prova automóvel na estratégia para o turismo, sector que, em contraciclo, tem resistido à crise e apresentado “taxas de crescimento verdadeiramente notáveis”. Uma evolução que se deve “à riqueza natural da região”, mas “principalmente ao aeroporto”, disse.
Reconhecendo que a página de informação turística da autarquia não é o ideal, Rio anunciou que está a ser preparado um “site muito competitivo”. Ao P24, no final da cerimónia, avançou que o site deverá estar pronto no fim do primeiro trimestre de 2011.












Força, drº Rui Rio! É de investimentos destes que o nosso Porto precisa.
Não há Red Bull Air Race porque a deixou fugir. Não é “marca da cidade”, mas nem o circuito da Boavista o é agora e a RBAR traz bem mais turistas ao Porto que o circuito.
Mas vindo de quem vê com bons olhos a destruição dos jardins do Palácio, não admira.
O Porto precisa é de não se endividar (ainda mais). E a investir, que tal no apoio social? Ou na requalificação de tanta casa devoluta que por aí se encontra e subsequente venda a preços competitivos? Isso sim era investimento.