Álvaro Santos Pereira

Álvaro Santos Pereira

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou esta sexta-feira que no novo modelo portuário que está a ser trabalhado com a troika serão valorizadas “a autonomia e boa gestão” do porto de Leixões, cujo presidente renunciou ao cargo.

O presidente da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), Matos Fernandes, renunciou ao cargo na quinta-feira e lamentou “profundamente” a “ausência de decisões nas restantes empresas do sector”.

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a direcção da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Santos Pereira agradeceu a Matos Fernandes “o trabalho que realizou nos últimos tempos” e afirmou que “o porto de Leixões é importantíssimo para o país e tem valorizado a região”.

“No modelo portuário que está agora a ser trabalhado com a troika, nós entendemos que é importante reforçar os mecanismos que valorizam a própria região”, disse.

E se o porto de Leixões “é um dos pontos de valência da região, só precisamos de reforçar esses próprios meios, ao nível da autonomia e boa gestão”, concluiu o ministro.

O presidente da JMP, Rui Rio, afirmou aos jornalistas ter-lhe sido explicado esta sexta-feira que “a ideia de centralização [dos portos] tem a ver com o memorando de entendimento”, sendo que, “neste momento, há uma negociação em que se procurará explicar as vantagens do modelo que se tem vindo a seguir” em Portugal.

A saída de João Pedro Matos Fernandes da APDL acontece num contexto de indefinição em torno do modelo de gestão dos portos portugueses, no âmbito do qual o Governo pretenderá fundir as administrações portuárias do país.

Esta decisão tem vindo a gerar grande polémica a Norte, dados os bons resultados operacionais do porto de Leixões comparativamente com as restantes estruturas portuárias do país.