PS pede explicações à câmara sobre o fecho do Cinema Batalha

Correia Fernandes vai insistir no assunto "Batalha" na reunião de câmara de terça-feira. Foto: AIP
O Partido Socialista exige que a Câmara do Porto dê explicações à cidade sobre o encerramento do Cinema Batalha, 4 anos depois da sua reabertura. O contrato de gestão do Gabinete Comércio Vivo com a empresa proprietária do histórico cinema, a Neves & Pascaud, terminou a 31 de Dezembro, e o emblemático edifício está votado ao abandono desde então, não se conhecendo planos para a sua revitalização.
A fachada foi pichada, as portas estão fechadas com correntes e as vitrinas onde, noutros tempos, eram colocados os cartazes dos filmes em exibição foram partidas.
“A Associação de Comerciantes do Porto pode não ter recursos para continuar a explorar o cinema, mas o que é estranho é o silêncio da Câmara do Porto”, disse, este domingo, Manuel Pizarro aos jornalistas.
O presidente da Comissão Política Concelhia do PS, que visitou o cinema com os vereadores socialistas na Câmara do Porto, lembrou que o Gabinete Comércio Vivo era “uma parceria entre a câmara e a Associação de Comerciantes” e que era “aqui [no Cinema Batalha] que iam ser gastos os famosos 5 milhões de euros pagos pela Amorim em contrapartidas pela execução do Plano de Pormenor das Antas”.
O plano de pormenor – cuja revisão estará em cima da mesa na reunião do executivo desta semana – tem 8 anos e Pizarro lembra que “uma parte da responsabilidade pela utilização destes dinheiros é pública”.
Manuel Correia Fernandes disse ao P24 que o PS vai “insistir” neste assunto na reunião de terça-feira. “Já fizemos várias propostas em relação ao Batalha. Na altura, quando perguntámos ao executivo pelo futuro do Batalha, o cinema estava na iminência de fechar. Agora, fechou mesmo”, lamentou o vereador.
Manuel Pizarro considera que o Rivoli Teatro Municipal é “a prova de que na cidade falta mais imaginação do que propriamente condições financeiras”, referindo-se à recente animação do teatro com as Noites do Rivoli. “Achamos que no Batalha isso também pode ser possível”, sublinhou.
A autarquia pode e deve, entendem os socialistas, “promover iniciativas que venham a revitalizar o Cinema Batalha” e agilizar o licenciamento de actividades que possam trazer vida a um edifício que “não poderá ser rentabilizado apenas como sala de cinema”.
O Restaurante Batalha, que chegou a funcionar no 2º piso e na esplanada, foi um dos projectos que não singrou por dificuldades no licenciamento.
“Este é um equipamento que está a ser roubado ao Porto e a câmara deve uma explicação sobre o que aconteceu e o que acha que vai acontecer aqui”, disse Manuel Pizarro.
O socialista acredita que “não há razão para que a movida da rua dos Clérigos não seja também a movida da Praça da Batalha”.












Também acredito que a Praça da Batalha tem um potencial imenso, ao nível da zona dos Clérigos. E com um espaço de alto nível, como é o Cinema Batalha, não entendo como não pode estar mais bem aproveitada. Tem havido bastantes eventos interessantes neste espaço, mas sem uma programação bem organizada (www.cinemabatalha.com). Mas tenho esperança que em breve vai estar em alta!
Como diz David Pinto, a Praça da Batalha tem de merecer da CMP a “consideração” que deve ser dada a um espaço de interesse público. Infelizmente só serve para os utentes…carentes de sol! É altura de “acordar” o presidente da câmara.