A Cimbalino é uma produtora audiovisual que dá cartas “lá fora”

Foto: Maria João Brum
Tudo começou com uma brincadeira, mas a verdade é que a Cimbalino Filmes está em visível crescimento e já começa a dar cartas no mercado internacional.
Factura 80.000 euros por ano e aposta na produção de vídeos institucionais ou de divulgação, videoclips e publicidade.
“Trabalhar lá para fora tem uma competitividade interessante”, afirma Mafalda Rebelo, produtora e uma das mentoras da empresa fundada em 2008.
O cinema foi mote para o arranque do projecto de 4 jovens empreendedores (Ana Pereira, Mafalda Rebelo, João Brochado e Luís Cardoso), 3 deles licenciados pela Universidade Católica Portuguesa, no Porto, cujo apoio foi “essencial”, acrescenta, principalmente na cedência do espaço de trabalho.
A produção de vídeos institucionais ou de divulgação, videoclips e publicidade são o principal meio de sustento da Cimbalino Filmes, que também oferece outro tipo de serviços. Exemplo de projectos que fogem ao filão do negócio da produtora, mas que os empreendedores têm como gratificantes foi a criação de um DVD em conjunto com Hélder Guimarães, campeão mundial de magia.
Ainda na área dos serviços, a empresa destaca-se por ter feito a produção de um videoclip dos Mind da Gap, “Sintonia, pela gravação de um DVD ao vivo dos Azeitonas, “Em boa companhia eu vou”, pela filmagem de um concerto dos Foge Foge Bandido, entre outros.
A ideia de negócio surgiu depois de um estágio em Lisboa, com vista a ganhar alguma “experiência de mercado”, concretiza Mafalda Rebelo. Os jovens empreeendedores trouxeram a ideia (e, curiosamente, o nome da então futura produtora – por serem do Norte, na capital puseram-lhes a alcunha de “cimbalinos”) para o Porto e, com o “empurrão” da UCP e do Estado – os empreendedores tiveram apoio por este ser o seu primeiro emprego –, começaram a fazer vídeos para investir no projecto.
O primeiro documentário da autoria da produtora audiovisual, “Tóquio Porto 9 Horas”, recebeu 2 prémios: uma menção honrosa no festival Black & White, e o prémio Don Quijote nos Caminhos do Cinema Português, ambos em 2008.

Foto: Maria João Brum
Crescimento lento mas positivo
O plano inicial de negócios “foi amplamente optimista e inflacionado”, admite. No entanto, e tendo em conta a situação actual do país, a empresa tem vindo a crescer de forma sustentável. O volume de negócios anual da empresa é 80.000 euros.
Apesar de o seu primeiro objectivo ter passado pela divulgação do projecto, por granjear reconhecimento, e de não terem apostado forte nas vendas, o negócio está a evoluir positivamente: “Não nos falta trabalho”, disse Mafalda Rebelo ao P24. O importante, afirma, é encontrar o “timing certo para arriscar”.
O mercado internacional é tido como estável e competitivo para a produtora, que admite não receber atempadamente de alguns clientes nacionais.
Segundo Mafalda Rebelo, o vídeo é a melhor ferramenta para transmitir uma ideia, daí que a relação com o cliente seja “muito próxima”. O resultado final é um projecto muito personalizado que explicita a ideia que determinada empresa pretende transmitir.











