Implosão da torre 5 “foi uma operação técnica perfeita”

Os escombros da torre 5 serão removidos no próximo mês. Foto: AIP
“Foi uma operação técnica perfeira. Eu acabei de passar na Rua Mocidade da Arrábida e os detritos que estão na faixa de rodagem são mínimos. Ou seja, a torre rodou e caiu exactamente como foi planeado”, explicou aos jornalistas o comandante da Polícia Municipal do Porto, Leitão da Silva, depois da implosão da torre 5.
Antes da demolição, “a operação de evacuação foi feita com serenidade, com tranquilidade e as pessoas acataram perfeitamente as indicações que tinham sido dadas pela Câmara Municipal do Porto”, informou Leitão da Silva.
O comandante do Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto, tenente-coronel Rebelo de Carvalho, confirmou que a rotação da torre que se verificou durante a queda do edifício “estava prevista desde o início”.
Logo após a implosão, os “olheiros” da empresa responsável pela implosão procederam a uma vistoria para ver se estava tudo bem e a Polícia Municipal fez uma inspecção técnica para verificar se os detritos provocados pela implosão atingiram algum dos edifícios circundantes ou se houve outro tipo de danos.
À hora do almoço, os moradores que foram evacuados para os centros de apoio criados para a população – as instalações da Polícia Municipal junto às Piscinas Municipais Engenheiro Armando Pimentel e ao Bairo da Rainha D. Leonor e a Manutenção Militar, junto ao rio –, já tinham ordem para regressar às suas casas.
Das 37 pessoas que, inicialmente, mostraram interesse em ser levadas para estes locais, apenas 2, que requeriam cuidados médicos – uma delas teve alta hospitalar ontem –, acabariam por usufruir deste apoio.
A evacuação dos 509 moradores aconteceu sem incidentes e acabou mais cedo do que o previsto. “Correu tudo pelo melhor. Acabamos até 45 minutos mais cedo”, disse ao P24 o intendente Pedro Moura, responsável da PSP na operação de demolição.
Ânimos exaltados
Se a evacuação e a demolição do edifício de 13 andares decorreram como esperado pelas autoridades, o mesmo não se pode dizer do ‘rescaldo’ desta operação que envolveu cerca de 250 operacionais.
À hora do almoço, algumas pessoas “arremessaram pedras contra os funcionários da Águas do Porto, que estavam a proceder a uma vistoria” e houve necessidade de [a polícia] usar gás-pimenta” para acalmar um indivíduo que estava mais exaltado, explicou fonte oficial da PSP ao P24.
Os escombros do edifício serão removidos durante os próximos 30 dias. Esta operação será mais célere em virtude de a técnica escolhida para a demolição ter sido a implosão. A limpeza do local, numa “demolição convencional [com máquinas escavadores, à pá, à picareta e/ou com martelos pneumáticos], demoraria cerca de 4 meses”, sublinhou o tenente-coronel Rebelo de Carvalho.
“É menos tempo porque temos já todo o material fragmentado e é mais fácil proceder à remoção”, explicou o comandante dos Sapadores Bombeiros do Porto.
Na operação de demolição da primeira torre do Aleixo a vir abaixo, estiveram presentes cerca de 120 elementos da PSP, 50 elementos da Polícia Municipal e 100 elementos do INEM e das empresas Águas do Porto, EDP e Domussocial.










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