Se o El Corte Inglés tivesse ficado na Boavista, a baixa seria um “zero”

Foto: Arquivo
O presidente da Câmara do Porto disse esta quinta-feira que se tivesse autorizado a entrada do El Corte Inglés na Rotunda da Boavista, a baixa da cidade seria hoje “zero”, sem condições para os investimentos que vieram a acontecer depois.
Rui Rio declarou que a instalação da loja espanhola na Rotunda da Boavista teria sido um erro sobre o qual tem hoje uma certeza: “Tenho eu naquela altura criado um pólo de atracção tão forte como esse na Rotunda da Boavista e hoje a baixa era zero”.
Nesse cenário, parcerias como as que reformularam o Mercado Ferreira Borges e o Palácio do Freixo não teriam “condições de mercado e garantias para ir para a frente”, disse.
O presidente da Câmara do Porto falava na conferência “A Economia dos Eventos” na Escola de Gestão do Porto (EGP-UPBS), na qual traçou a evolução das práticas do executivo municipal ao longo dos 3 mandatos no que diz respeito ao turismo, incluindo a reabilitação do edificado e as parcerias público-privadas.
De acordo com o presidente da Câmara do Porto, esta situação, pela qual foi criticado na altura, “comprova à escala municipal como, às vezes, na política, um erro pode ser fatal”.
Por essa mesma razão, Rio encara como necessário “tomar decisões olhando bem para a frente”.
Durante a intervenção, o autarca destacou a importância do turismo na actual conjuntura enquanto o mais significativo sector da economia portuguesa.
“Dada a sua natureza e a sua capacidade instalada, o turismo é o sector da economia que mais rapidamente podemos fazer crescer no sentido de ajudar a atenuar o nosso défice da balança de pagamentos, senão mesmo a ajudar a baixar a dívida externa”, disse Rio.
Para a região em concreto, o autarca sublinhou a importância do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, “a âncora de tudo isto”.











completamente ridículo, públicos completamente distintos… o próprio el corte ingles não sabia muito bem no que se estava a meter ao ir para gaia! se arrependimento matasse…
há já algum tempo que soube a opinião do Dr. Rui Rio e desde logo concordei com ela!
Só com ideias firmes e incorruptíveis é possível ter visão a longo prazo e fazer política como ela deve ser feita. Pelas pessoas e pelo bem comum.
Seria uma hipocrisia insistir na baixa, mandar as pessoas e o investimento para a baixa e, cedendo aos interesses dos grandes grupos económicos, deixar fugir um investimento com esta envergadura para um sítio que não a baixa.
Tipo Gaia.
lol…mas está tudo feito para que se venha a instalar no Porto. Esta gente diz cada uma. É uma questão de tempo.
Definitivamente, n concordo. Mas ainda bem que n esta na rotunda. Fica mt mais bonita sem aquele monstro.
caros o corte ingles em gaia esteve sempre planeado, mas seria o 2º… talvez será mais interessante verificar que a distância do local na boavista e do local em gaia à Praça da Liberdade ser praticamente a mesma
parece que estamos a falar de uma aldeia que se faz num sítio esvazia o outro. estamos a falar de uma realidade urbana que a 30min de carro tem mais 2 milhões de pessoas. para muita gente seria um pretexto para vir ao centro do Porto e dar um salto à baixa. Em Gaia é só apanhar a autoestrada lá ao lado
correção, o corte ingles de gaia nunca foi uma opção, foi o plano b! de qualquer forma o terreno da rotunda ainda existe e como podem constatar continua vazio, pois continua a pertencer ao el corte ingles, que muito inteligentemente espera a mudança de poder ou de cor partidária para aí se instalar mais cedo ou mais tarde… isto se as coisas melhorarem, porque com o fracasso de gaia… gato escaldado de água fria tem medo! ( sei bem do que falo pois trabalhei no corte ingles varios anos)
Rui Rio é que devia ser Primeiro Ministro. Mas lá chegará…
O de Gaia foi um plano b para o do Porto naquelas circunstâncias mas sempre esteve planeado fazer um em Gaia, a construir depois de inaugurado o de Cascais/Sintra (o 2º de Lisboa), e também sei muito bem do que falo. Mas é indiferente! Percebo o argumento do sinal político, mas numa cidade desta dimensão isso não pode existir. Isso é o mesmo querer acabar com os restaurantes de Matosinhos porque tiram refeições aos da Baixa.
Esta afirmação faz algum sentido? O Corte Inglês em Gaia está à mesma distância, e tempo de transporte, da baixa do que estaria se estivesse na Boavista.
Gostava de saber em que dados concretos é que o Rui Rio se apoiou para dizer uma coisa destas com tanta certeza.
Então o responsável por aquele terreno enorme abandonado, junto á estação da Casa da Música é o El Corte Inglès? É por causa deles que está ali aquele terreno baldio? Dass, metam lá um Corte Inglès que é para ver se aquela zona passa a ter melhor aspecto!
O Diogo tem toda a razão. Não sei que motivos reais houve para o Porto perder esse investimento, mas não são com toda a certeza os apontados por Rui Rio. Iria aindo mais longe que o Diogo: com o metro em Gaia e as novas acessibilidades ( vide auto-estrada) a partir da Foz, o El Corte Inglés não só está mais perto da Baixa do que se tivesse sido construído na Rotunda, como muitos clientes da zona mais rica da cidade, em vez de fazerem compras no Porto, fazem-no em Gaia, conduzindo os seus carros de gama alta directamente para o parque do ECI. Basta ir lá e vê-los. Não são os habitantes de Gaia, com muito menor poder de compra que os do Porto que frequentam o ECI!
Se cá nevasse, fazia-se cá ski…
O Porto perdeu o Corte Inglés e Rui Rio perdeu o juízo.
E que falta faz o El Corte Ingles no Porto? Com certeza que na rotunda ia destoar, mas por outro lado, não existem já demasiados shoppings na baixa? A reabilitação de zonas urbanas não advém do facto de se instalar shoppings selvaticamente a cada esquina, para mais quando o efeito que estes dão é o de um semi-abandono. Por isto (e por muito mais), para mim o Rui Rio é que é um zero que nunca se devia ter instalado na câmara do Porto.
Discordo totalmente!
acho que o Porto vive bem sem um O Corte Inglês, independentemente do que o Rio diga, que já não interessa a ninguém.
Só idiotices, sem fim! Mas o que é que se passa na Baixa? Por cada fracção recuperada (e sem compradores), há não sei quantas mais degradadas, cada dia que passa. E o El Corte Inglés, para que nos serve? Para ajudar a rebentar totalmente, na Boavista ou em Gaia, com o comércio tradicional na tal Baixa – de que o Rui Rio deu cabo e continua a dar até das garras lhe arranquem o veneno? O Bolhão é um lindo exemplo da sua incompetência e malfeitoria, com FDP ou sem FDP. Há que correr com ele e com as sua comandita do Porto para fora! RUI RIO? NUNCA MAIS!
Olha se não é o torce-orelhas!
A BAIXA É UM ZERO, comparada com o que foi e Rui Rio tem a sua quota parte neste rumo triste que a cidade tomou. Nos últimos 10 anos acentuou-se a decadência e aumentou a desertificação, enquanto a Câmara andou entretida a mudar placas de toponímia, a pintar fachadas de bairros, a implodir torres e tratar de despejos, como se estes atos fossem grandes desígnios urbanos. A afirmação do presidente sobre o Corte Ingles, demonstra que o que lhe falta em competência para dirigir uma cidade, sobra-lhe em descaramento.
Nem mais!
prefiro a casa da música. Mas pensando pelo lado do El corte Inglés, acho que eles é que estão arrependidos do sítio para onde foram.
A rotunda já tem o Brasília e chega. Um ECI ali? Dispenso.
a baixa esta vazia!, tem o corte inglês a 1500 mts, e a 7 minutos de metro, este gajo é mesmo burro!vou gostar de ver o melro menezes a gastar o $ que o morcom poupou.
Agora o Elcorte ingles está num local tão perto da Baixa como a Boavista.
Na mesma linha de metro e tudo.
E a baixa não ficou “um zero”.
O argumento é fraco.
Já dizia a raposa: “Estão verdes…”
Realmente aquele buraco abandonado na cidade (5 de Outubro) fica muito melhor.
ele tem toda a razão não fazia nenhum sentido mais um centro comercial no centro do Porto…
Tiram-se as árvores……fazem-se, centros comerciais……um dia por ano……falamos às criancinhas……do Dia Mundial do Ambiente
Mas este pessoal que diz que a Baixa é um deserto, há quanto tempo é que lá não põe os pés? Tirando o Domingo, a baixa está cheia de gente e muitos turistas. Eu moro no centro histórico, sei muito bem do que falo! Agora o ECI que se lixe, e o Rio também. Esse gosta é de arrancar árvores e andar de popó…
A Vânia tem toda a razão. Conheço pessoas da minha geração (meia-idade) que afirmam peremtoriamente que a Baixa está um deserto e depois, qundo lhes pergunto se costumam ir ao Centro da Invicta, respondem-me que, desde que abriram os Centros Comerciais na periferia, nunca mais lá foram. Ora, com gente assim, nem vale a pena conversar…
Já estou farto de shoppings! O Rui Rio foi sensato ao bloquear o corte inglêd. Há projectos bem mais interessantes que poderão ir para esse local. Ainda hei de entender qual o fetiche que temos por shoppings.
A sério Bruno? Então não sabe que o terreno em questão pertence ao ECI? De que projectos mais interessantes fala? Se tem, apresente-os. Mas, sejam quais forem, primeiro tem que chegar a acordo com o dono do terreno e comprá-lo. Tem dinheiro para isso? Naquela zona? Outro promenor: a cadeia ECI, a maior da Europa e a terceira do Mundo não é um “shopping”, é uma loja, a modos que o Marques Soares ou os antigos Armazéns do Chiado, só que com outra dimensão e com uma oferta maior e mais variada. Seja o que for que resultar desta discussão salutar, há uma coisa em que, temho a certeza, estamos todos de acordo: aquele terreno, em pleno centro do Porto, tal como está, é um nojo, um escarro, que nos devia envergonhar a todos, a começar por quem nos governa.
Sem licença até pode ter ouro que não se extrai!
Department store, se ficar mais descansado. Que não é mais que um shopping, com um conceito diferente. Que eu saiba a Marques Soares e os armazéns do Chiado vendem roupa apenas, não vendem eletrodomésticos, tem cinemas, restaurantes. Não devemos estar a falar do mesmo El Corte Inglês.
Sou jovem, e sou contra tanto shopping como existe em Portugal. É terceiro-mundista.
Eu trabalho na Boavista e sei o que a zona tem e precisa. Faça-se lá um bom centro de escritórios, faça-se lá um bom terminal de autocarros.
Ficava lindo.. uma obra como a Casa da Música com um shopping ao lado!
Bruno, embora concorde plenamente que não são precisos mais shoppings/armazéns/department stores/o que queiram chamar a um edifício inteiro para comércio pertencente a uma única entidade. Mas o facto é que o Rui Rio não bloqueou a construção ali por causa disso, foi uma birra, porque ele queria o El Corte Ingles na baixa enquanto que eles já tinham comprado o terreno ali.
Convém perceberem-se as razões antes de louvar as atitudes das pessoas.
E porque nunca é de mais: já chega de shoppings, não há gente nem dinheiro para tanto shopping. Que o diga o Bolhão…
Mais um centro de escritórios? Com tantos por alugar? Um bom terminal de autocarros? Já existe! Serve diversas carreiras dos STCP e algumas ligações internacionais desde o passado fim-de-semana, e fica mesmo ao lado da estação do Metro.Tente novamente: um projecto que ocupe aquele terreno enorme, naquela zona caríssima da cidade, que tem um dono ( que desconheço se quer manter ou vender o terreno), que crie empregos e que seja uma mais-valia para a cidade. “Department Stores” como o ECI existem em todo o lado, frequentemente no centro das cidades (a rotunda é o CENTRO do Porto), a Baixa é outra coisa e o centro histórico ainda outra. Enfim, penso que se está a entrar num campo de discussão estéril. No actual contexto económico, com uma taxa brutal de desemprego jovem (tenho um filho com 25 anos), o que eu quero é que haja investimentos criadores de emprego. Se é o ECI ou outra cadeia estrangeira, se é o Estado ou uma empresa privada , ao meu filho e a outros jovens como ele, nem lhes aquenta nem arrefenta. A não ser que emigremos todos e o último a sair que feche a porta e desligue a luz!
el corte ingles deu trbalho a muita gente e nos tempos que correm esso é importante
Concordo sobre o desemprego, concordo sobre o buraco em q está, discordo sim da solucao. Mas fazemos assim, abra la o el corte ingles, va la fazer as suas compras (se tiver dinheiro, claro), enquanto eu vou estar a tentar produzir algo q tenha mais valor acrescentado ao país e isso sim criar riqueza.
Fazer compras no ECI ou numa outra qualquer cadeia que inclua, por exemplo, supermercados ou fazer compras, como eu gosto de fazer, no chamado comércio de rua ou tradicional, não implica necessariamente que estejemos a comprar produtos nacionais. Infelizmente, por imposição da UE e cedência nossa, deixamos morrer a nossa agricultura, as nossas pescas e destruímos grande parte do nosso tecido industrial. Só a título de exemplo, quase todo o peixo, carne e outros produtos alimentares que consumimos são oriundos de outros países.Portanto, construir ali um ECI, um Continente ou um mercado de pequenas lojas, é igual ao litro: todos teriam que se abastecer maioritariamnete no estrangeiro.Por outro lado acho muito boa ideia o Bruno tentar produzir algo com alto valor acrescentado e que consiga exportar. Como o Bruno há, felizmente, muitos milhares de jovens que não emigraram, decidiram ficar e apostar em Portugal. Ao Bruno e a esses todos desejo a maior sorte do mundo e, quem sabe, um dia possamos ver produtos feitos na sua empresa vendidos no ECI. Tenho a certeza que, se o ECI lhe fizer uma boa proposta, a não vai recusar. Da minha parte termino aqui este agradável diálogo online,
A Baixa é um zero, com ou sem ECI, se com ruim Rio, que é o que com a minoria dos votos dos portuenses (a oposição teve quase mais 5 mil), conseguiu ser eleito presidente da CMP. Vermo-nos livres dele é condição necessária para a mudança. É melhor irmos pensando nisso, sem esperar pelo fim do mandato. Não lhe faltam rabos de palha, assim a Justiça se mexa…