PS quer estacionamento mais fácil no Porto

Foto: Nataniel Diogo
O presidente da Comissão Política Concelhia do PS Porto, Manuel Pizarro, defendeu, esta segunda-feira, a necessidade de encontrar políticas municipais facilitadoras do estacionamento e da mobilidade, para diminuir os impactos da crise económica no comércio tradicional.
“A economia é essencial para a cidade e o comércio é uma componente decisiva, sendo que, no Porto, é até uma questão identitária. Não havendo dinheiro, é preciso facilitar licenciamentos, estacionamento e a mobilidade, mas as políticas da câmara vão no sentido contrário“, observou o socialista.
Manuel Pizarro falava no final de uma reunião com a direcção da Associação de Comerciantes do Porto para debater a situação do comércio e avaliar o impacto do aumento do parqueamento pago e das alterações ao Código Regulamentar do município.
“Queremos assegurar que não sejam introduzidos, no novo código, aumentos de taxas a pagar em actividades comerciais”, diz Pizarro.
A Câmara do Porto aprovou na terça-feira alterações ao Código Regulamentar com a abstenção dos vereadores socialistas.
O líder da concelhia socialista justifica a abstenção do PS na votação do documento na reunião camarária de terça-feira com a convicção de que a proposta visava “colocar a alteração ao código regulamentar em discussão pública”.
No documento, é explicado que apenas algumas alterações, relacionadas com questões urbanísticas, serão submetidas a apreciação pública.
Pizarro alerta, no entanto, que a proposta terá ainda de passar pelo crivo da Assembleia Municipal.
Bolhão e Silo-Auto podem ser projectos âncora
Para o socialista, o comércio tradicional da cidade também teria a ganhar com a introdução, no Plano Director Municipal (PDM) do Porto, do “desenvolvimento de projectos âncora que possam contribuir para o desenvolvimento do comércio tradicional”.
O Mercado do Bolhão e o Silo-Auto, que a câmara quer vender, são os exemplos apontados por Pizarro como equipamentos “âncora” que podem ajudar no apoio ao comércio tradicional.
O líder da concelhia defende, assim, que se discutam “novos usos” para o Silo-Auto.
O concurso lançado pela autarquia para a concessão do estacionamento pago na via pública também preocupa o PS.
“Manifestámos a nossa preocupação com o concurso para os parcómetros, porque vão triplicar a receita obtida pela câmara. Isso vai prejudicar a mobilidade das pessoas, com prejuízo para o comércio”, afirma Manuel Pizarro.









