Moradores contra o fecho da esquadra do Bairro do Lagarteiro

A 5.ª esquadra fica no Bairro do Lagarteiro. Foto: CMP
Cerca de 60 moradores de Azevedo e S. Pedro de Campanhã manifestaram-se este sábado contra o eventual encerramento da 5.ª esquadra da PSP/Porto, garantindo que “vão usar todas as formas de luta” para assegurar um clima de segurança.
“Estamos concentrados e vamos usar todas as formas de luta pelo reforço dos meios para melhor servir a população. Esta esquadra só sai daqui quando nos entregarem uma novinha, prometida no âmbito do projecto dos bairros críticos”, afirmou Olindo Teixeira, que esta manhã liderava o protesto dos moradores contra o possível encerramento da esquadra da PSP, na Rua Teófilo Seyrig.
Em declarações aos jornalistas, Olindo Teixeira defendeu que “fechar a esquadra é uma injustiça”, realçando que serve uma zona carenciada da freguesia de Campanhã, “com graves problemas sociais, nomeadamente de toxicodependência e prostituição”.
“O seu desaparecimento agravaria os problemas de insegurança, as populações ficariam entregues à sua sorte”, reclamou, adiantando que, pelo contrário, “deveria haver um reforço de meios humanos para servir melhor a população”.
À porta da esquadra, onde se ouvia “Esquadra sim, encerramento não”, o comissário Arménio Liceia da PSP garantiu que “não há nenhuma informação concreta sobre o encerramento deste posto”, no âmbito do plano de reestruturação de esquadras e postos da PSP, tratando-se de “pura especulação”.
Com intenção de conhecer as intenções do Governo em relação à 5.ª Esquadra da PSP do Porto, o PCP questionou na sexta-feira o ministério da Administração Interna sobre a intenção de encerrar o referido posto e, se sim, quais os critérios que fundamentaram tal decisão.
Na missiva, o deputado comunista Jorge Machado perguntou ainda ao ministério de Miguel Macedo se o Governo pretende reestruturar as esquadras e postos da PSP/Porto e quais são as alterações perspectivadas.
O PS também já recusou um cenário de encerramento da 5.ª esquadra da PSP/Porto, que serve 10.000 habitantes de Azevedo e Vale de Campanhã, que funcionou num pré-fabricado do bairro do Lagarteiro, tendo sido transferida, há cerca de 2 anos, para novas instalações na rua Teófilo Seyrig.
Para o deputado socialista Manuel Pizarro, “será completamente imprudente retirar a PSP daquela zona da cidade, onde se situa um dos bairros mais problemáticos da cidade”, o do Lagarteiro.
“Temos toda a compreensão pelas questões de natureza financeira e orçamental que exigem particular cuidado, mas a garantia de segurança às populações é algo que o Estado não pode alienar de maneira nenhuma”, sublinhou na passada segunda-feira o antigo secretário de Estado Adjunto da Saúde.











