Luís Filipe Menezes: O homem que transformou Vila Nova de Gaia

Menezes desenvolveu Gaia, mas a autarquia tem uma dívida de 284 milhões de euros. Foto: DR
Filho de um comerciante, José António Lopes, e de uma professora de Filosofia, Maria Helena de Menezes Borges, Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara de Gaia desde Janeiro de 1998, nasceu no Porto - onde mora actualmente e desde 2006 – a 2 de Novembro de 1953.
Apesar de se ter destacado na política, é médico de formação.
Licenciou-se em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina do Porto em 1977. Foi monitor de Anatomia, assistente da mesma cadeira e de Propedêutica Médica e de Pediatria na mesma faculdade, fez o internato geral no Hospital de S. João e o internato da especialidade de Pediatria nesse hospital e no de Santo António.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, enquanto interno de neurologia infantil no Hospital Necker des Enfants Malades, em Paris, entre 1986 e 1987.
No plano político, foi deputado de 1987 a 1991 e de 1995 a 1996 e secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares de 1991 a 1995 no Governo de Cavaco Silva.
Menezes esteve à frente da Comissão Política Distrital do Porto do PSD de 1990 a 1998.
No plano partidário, saltou para a ribalta nacional, quando foi eleito presidente do PSD. Presidiu ao partido entre Outubro de 2007 e Junho de 2008.
Menezes protagonizou uma vitória folgada e algo inesperada sobre Marques Mendes, mas acabaria por não aguentar a pressão e sair pelo próprio pé, convocando eleições directas antecipadas.
O homem que desenvolveu Gaia
Gaia é um dos concelhos mais populosos de Portugal, com 315.382 habitantes (número que consta das Estimativas de População Residente, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística e relativas a 2009), mas é também um dos municípios mais endividados.
O progresso e o desenvolvimento que transformaram Gaia nos últimos anos, na era Menezes, têm um preço: em 2009, o endividamento total da autarquia de Gaia atingiu os 284 milhões de euros.
A intervenção de Menezes centrou-se inicialmente nas infra-estruturas viárias e no ordenamento e saneamento. As vias estruturantes que rasgam o concelho, aproximando os gaienses do interior e os do litoral, os 15 quilómetros de frente de mar, as praias com Bandeira Azul, e a frente de rio, cujo ex-libris é o Cais de Gaia, são postais ilustrados dos primeiros mandatos do social-democrata.
A par da modernização da rede viária, o autarca gaiense tem, actualmente, como prioridade, a dinamização do tecido económico da região.
O município tem-se esforçado em criar condições para a concretização de obras públicas e privadas que darão frutos na dinamização do comércio e serviços, como, por exemplo, hotéis de luxo como o The Yeatman, inaugurado em Setembro, na zona histórica, o teleférico e a Marina da Afurada, empreitadas que ainda estão em curso.
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- Pingback: Anónimo | 05/02/2013











Este “resumo” da obra de Menezes peca por defeito em várias vertentes.
1-Há quem diga que a dívida – o maior legado do presidente -ultrapassa os 600 milhões de euros e não se sabe se inclui as dividas das empresas municipais
2-É no mínimo,de muito mau gosto ter a namorada como directora municipal(o maior cargo que um elemento não eleito pode exercer como funcionário)
3-Descapitalizou de forma desmesurada a única empresa municipal rentável,Águas de Gaia, para transferir parte da dívida da câmara e executar obras que em nada têm a ver com a sua actividade de raíz.
3-Concessionou ao desbarato o tratamento em alta de esgotos para as Águas de Portugal, transferiu a dívida da câmara à Suma e à Suldouro para a Águas de Gaia e tenciona juntar-lhe as despesas do Parque Biológico
4-A “obra” poderá levar ao desemprego de muitos trabalhadores das empresas municipais porque a câmara parece estar falida
Atiram-se sempre pedras às árvores que tem fruto!!!… neste caso singular… que dão fruto, e mais virão!!!