Quer comprar o Silo-Auto? Tem que pagar pelo menos 10 milhões

Foto: Google Maps
A Câmara do Porto quer vender o edifício do Silo-auto em hasta pública por pelo menos 10,1 milhões de euros, podendo o comprador alterar o uso do imóvel, desde que garanta um mínimo de 420 lugares de estacionamento públicos.
A proposta vai ser apresentada em reunião do executivo na terça-feira e admite que o imóvel possa ser adequado a outro fim, alterando-se o uso quase exclusivo de estacionamento actualmente existente.
O documento determina que o edifício não poderá ser demolido.
Actualmente, o edifício está quase totalmente afecto a parque de estacionamento com 850 lugares, incluindo ainda uma “danceteria, uma oficina de reparação auto, escritórios, várias fracções comerciais e um posto de abastecimento de combustíveis”.
O edifício, que precisa de obras, corresponde a mais de 30 mil metros quadrados de construção, estando implantado numa área de terreno de mais de 8 mil metros quadrados.
Na proposta (que terá que passar pela Assembleia Municipal), o presidente da autarquia, Rui Rio, esclarece que compete ao município “promover medidas e encetar esforços que conduzam a uma rentabilização do seu património, diminuindo as suas despesas, por um lado, e racionalizando da melhor forma as receitas, por outro”.
Nova realidade
Em 1964, a autarquia concedeu a construção e exploração do Parque de Estacionamento das Carvalheiras (conhecido por Silo-Auto) e o contrato cessa os seus efeitos a 1 de Setembro de 2012.
“Quarenta anos depois da construção, são patentes mudanças significativas ao nível da oferta de estacionamento e da mobilidade da cidade”, escreve-se na proposta, justificando a necessidade de “equacionar novas formas de exploração do equipamento”.










Eu quando passo pelo Silo acho que tem um certo toque de museu Guggenheim. Poderia ser um grande equipamento cultural.
O parque na Trindade também poderia desaparecer. Relembro a ausência de um teatro de ópera no Porto.
Um teatro de ópera? Só fosse para o Rio vender por meio tostão ou então transformar num museu automóvel. Aposto que só vai vender o silo-auto pq não se lembrou que podia fazer corridas lá dentro.
Vender, vender, vender….. é como diz o Povo: vão-se os anéis mas ficam os dedos.
Brinquei naquele local e vi os anos que aquilo levou a ser construído e o dinheiro que custou. Mas agora a moda é vender e fazer dinheiro rápido visto que as ideias novas e a vontade de trabalhar só se for em serviços. Quanto ao local ser aproveitado para um possível teatro de ópera…. a ideia é boa mas lembro, caro Sr. Cortez, que os públicos de ópera são poucos pois os bons tempos da Guilhermina Suggia e famílias que apoiavam a cultura, nomeadamente este tipo de música e espectáculo estão recatadas no seu núcleo social. Agora, que a Câmara, no seu representante, Rui Rio, tem estado contra a cultura, negando apoios às associações, afastando músicos reconhecidos dos palcos, acha que vai apoiar a ideia de Teatro de Ópera? Nã, nã, nã, nã. Mas se for para local de Rally-Papers talvez os Portuenses tenham sorte.
Acho que não deve dar para adaptar o silo para teatro de ópera, essa foi uma sugestão de ocupação mais interessante para outro parque com impacto visual gigantesco sem ter uma função que valorize particularmente a zona nobre onde se localiza, o parque ao lado da estação da trindade, algo que implicaria a sua demolição, certamente. No caso do silo a demolição não se coloca, mas um uso que crie mais valia cultural para a cidade seria bom na minha perspectiva.