Despejo na Escola da Fontinha

Despejo na Escola da Fontinha. Foto: Movimento Es.COL.A

O vereador do PS na Câmara do Porto Manuel Correia Fernandes criticou o despejo “à força” dos ocupantes da antiga escola da Fontinha, afirmando que os socialistas estão “contra esta desocupação violenta”. O Bloco de Esquerda também critica a acção da Polícia Municipal do Porto, que aconteceu esta terça-feira de manhã.

O vereador socialista, que falava aos jornalistas no final da reunião privada do executivo, adiantou que o PS “lavrou um protesto contra esta ocupação violenta”.

Em declarações à Lusa, Luís, membro do movimento que ocupou a escola, afirmou esta manhã que o Es.COL.A estava “a recuperar o edifício para aí desenvolver um projecto educativo para as crianças do bairro”. A ocupação da escola tinha como objectivo “devolver o espaço à comunidade”, sustentou.
Para Correia Fernandes, esta ocupação das instalações daquela antiga escola primária da Fontinha era “um processo positivo de utilização de equipamentos municipais devolutos”. “Este é um movimento sério que nos parece de acolher do ponto de vista social”, sublinhou, criticando o facto de “o executivo remeter-se ao silêncio” sobre o acontecimento.

Os socialistas vão levar o caso à próxima reunião da Assembleia Municipal do Porto.

“Rui Rio destrói”
Escola da Fontinha Ocupas

Escola estava a ser dinamizada por "okupas". Foto: Arquivo

O Bloco de Esquerda também é crítico dos acontecimentos. “Cinco anos de degradação sem que a autarquia fizesse o que quer que fosse por aquele espaço e, no momento em que ganha vida, a autarquia aparece como a destruidora. Nada justifica a acção da autarquia”, diz o Bloco, em comunicado.

“No momento em que um grupo de pessoas age, sem apoios públicos ou privados, e ergue um edifício abandonado no coração da cidade, recuperando o espaço público e criando um equipamento social que serve a comunidade, Rui Rio [presidente da câmara do Porto] destrói”, criticam os bloquistas.

O deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro esteve na escola da Fontinha, “solidário com a população”.

O P24 questionou a autarquia sobre este assunto, mas não obteve qualquer resposta.