Melchior Moreira

Melchior Moreira. Foto: DR

Os números são animadores e apontam num só sentido: o turismo no Porto e Norte de Portugal esteve em crescimento durante todo o ano passado, com uma breve quebra em Novembro. Em Dezembro, pela primeira vez, o Norte foi a segunda região turística com maior volume de proveitos totais, que ascenderam aos 14,8 milhões de euros.

Para o presidente da Entidade de Turismo Porto e Norte de Portugal, a quebra em Novembro deveu-se ao “primeiro impacto” da introdução de portagens nas antigas SCUT. Até então, o Norte tinha sido a única região turística a crescer consecutivamente 17 meses. “Não conheço nenhum destino no mundo que tenha tido um crescimento deste género”, diz Melchior Moreira ao P24.

Segundo o último boletim do Instituto Nacional de Estatística sobre a actividade turística, divulgado esta semana, o crescimento homólogo das dormidas a Norte em 2010 (4,2%) foi superior à média nacional (3%).

A primeira loja interactiva de turismo do Norte será inaugurada até à Páscoa. A estrutura funcionará no aeroporto e começará a ser construída na próxima semana. Estas lojas interactivas (51 no total) permitirão ao Norte ser o “primeiro destino mundial” a funcionar “em rede”, garante Melchior Moreira. Nelas será possível comprar produtos típicos e reservar um quarto num hotel ou bilhetes para espectáculos, por exemplo.
Foi o melhor ano de sempre do Norte em proveitos totais (219 milhões de euros), o que reflecte o facto de ter sido a única região onde a hotelaria aumentou a facturação média por hóspede (em 1,8 euros) face a 2009.

Para Melchior Moreira, estes números provam que o peso das companhias aéreas de baixo custo no Aeroporto Francisco Sá Carneiro não significa que os turistas da região são agora menos gastadores. “As pessoas hoje preferem gastar menos na viagem e mais na estada”, reforça.

Para além do aeroporto, o responsável identifica como factores do crescimento, entre outros, a diversidade dos produtos da região (com ofertas que vão do turismo religioso às estadias curtas – ou shortbreaks) e o aparecimento, “nomeadamente na área metropolitana do Porto”, de um “novo tipo de alojamento de qualidade dirigido a novos segmentos” (como é o caso do The Yeatman e do Hotel Teatro, exemplifica), para além dos novos hostels, destinados a um público com menos recursos económicos.