O protesto da Geração à Rasca no Porto nasceu com uma pergunta no Facebook

Da esquerda para a direita: João Moreira, Ana Castro e Marisa Ferreira. Foto: PR
João Moreira já precisa de puxar pela cabeça para saber quantas entrevistas deu nos últimos dias. Falar à comunicação social é uma das funções deste licenciado em História, com mestrado em História da Educação, com 23 anos, na organização do protesto da Geração à Rasca no Porto.
Nas últimas 4 semanas, sempre às quartas-feiras, no Café Aviz, no Porto, duas dezenas de jovens dedicam-se a organizar as acções do próximo sábado – tanto as idas a Lisboa, como a manifestação no Porto, que vai percorrer o caminho entre a Praça da Batalha e a Praça D. João I. Esta quarta-feira é a última reunião de preparação.
O movimento no Porto “formou-se de uma maneira simples”, conta João Moreira. No Facebook, claro. Na página do evento, alguém perguntou se haveria interesse em fazer um protesto no Porto “para as pessoas que não podiam ir a Lisboa”. Em pouco tempo, pessoas que “não se conheciam” estavam a trabalhar em conjunto. A uni-las, a crítica às condições precárias do actual mercado laboral e a falta de perspectivas.
Quantas pessoas vão aparecer no sábado? “Isto é tão novo e tão recente que nem sabemos que expectativas ter”, reconhece João Moreira. “Gostava que viesse a cidade toda”, brinca. Ao seu lado, Marisa Ferreira, também da organização, atira para os 5000 como um número interessante, mas Ana Castro já se contentava com um milhar de pessoas.
Os indicadores, garantem, são prometedores. “O feedback tem sido muito positivo”, garante João. E não só dos jovens. “Quando estava a colar cartazes no Campo Alegre, encontrei 2 mulheres mais velhas que me disseram: ‘Estamos à rasca há mais tempo do que vocês’”, conta.
João, Ana e Marisa dedicam-se, sobretudo, a tarefas de divulgação. Os recursos são os que têm à mão: Marisa usou a ferramenta de envio de e-mails em massa para pôr toda a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde é mestranda, ao corrente do protesto, Ana aprendeu na internet como fazer cola para afixar cartazes.











Os jovens têm razão mas, os mais idosos casados tem razões de sobra para estarem preocupados, não à rasca porque esse termo é foleiro e os homens e mulheres que estão desempregados não estão à rasca mas preocupados.
Os jovens que estão à rasca o melhor é irem ao Q.b.
Está na hora de se mostrar ao País que a população se sente injustiçada/traída. Atinge todas as faixas etárias e duas classes sociais. Jovens de hoje, à rasca, têm de dar visibilidade ao conformismo que parecia ter desaparecido. Estou inteiramente a vosso/nosso favor. Oxalá se ouça o protesto contra a precaridade, bem alto com uma grande adesão.
Bem hajam os autores e os participantes.
Portugal está à rasca…e ponto final
AINDA BEM QUE EXISTE AINDA MUITA GENTE QUE SE RECUSA A ACEITAR EM SILENCIO TANTA MENTIRA E TANTA DESILUSÃO.
assisti ao 26 de Abril e posso dizer-vos que está tudo como dantes,exceto a guerra.
Ia dizer que somos livres de falar d politica, mas a vingança vem depois…..
Sou jotnalidta de um serviço noticioso galego – português: preciso com urgência que alguém dê informações sobre o nível de adesão não só no Porto e Lisboa, mas noutras cidades, ao protesto do dia 12, sábado, para elaborar notícia que “pinte” o mais possível a mobilização oK
APOIO INCONDICIONAL À INDIGNAÇÃO DOS JOVENS!!!
Não podemos deixar que este incompetente continue a nos toldar os sonhos!
Rua com esta matilha de profissionais da política pseudo-socialista
Baixem as ferramentas de trabalho sejam quais forem e levantem as armas, os banners erguidos aos céus com slogans pintados com cores de mudança, alusivos à precariedade no trabalho, contratos a prazo,recibos verdes, o rol é infindável. Por isso, a participação é vital. A união faz a força. Come, march, march, march on the 12th day of March.
Temos que ser mais unidos so assim vamos ter aquilo que desejamos .Nem que tenhamos que voltar ao nosso querido escudo e deixar o maldito euro.