Escola da Fontinha Ocupas

Foto: Arquivo

A Câmara do Porto autorizou o movimento Es.Col.A a continuar na escola da Fontinha até ao final de Março, enquanto decorrem negociações para ocupação do espaço, informou esta quarta-feira o gabinete de comunicação da autarquia numa resposta escrita enviada ao P24.

“O Pelouro do Conhecimento está em negociação de parceria para implementar um projecto no local”, adiantou a mesma fonte, em resposta às perguntas colocadas pelo P24 a 21 de Janeiro.

“As entidades envolvidas [no projecto] estão a apreciá-lo e logo que concluídas as negociações serão comunicadas. Entretanto achamos por bem a Es.Col.A vá usufruindo daquele espaço e, nesse sentido, foi-lhes comunicado formalmente pelos Serviços do Património que estavam autorizados a continuar nas instalações até ao fim de Março”, continua o esclarecimento.

O movimento Es.Col.A, ao qual foi cedido o espaço da escola da Fontinha em Julho de 2011 e até Dezembro, revelou esta semana no seu blogue ter recebido uma carta da Câmara do Porto “a comunicar o término da cedência”.

“Foi com surpresa que o projecto Es.Col.A – Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha tomou conhecimento da carta enviada pela Câmara Municipal do Porto às pessoas que assinaram o contrato de promessa de celebração de contrato de cedência do espaço”, informou o colectivo após um reunião, na terça-feira, participada por várias dezenas de pessoas, acrescentando que as actividades vão prosseguir com normalidade, estando a ser preparada uma reacção à missiva.

O movimento Es.Col.A ocupou a escola do Alto da Fontinha em Abril de 2011, tendo vindo a dinamizar diversas actividades, desde hortas a teatro, passando por ioga e cinema, apesar de terem vindo a ser despejados pela Polícia Municipal no mês seguinte, que antecedeu a cedência do espaço.

No momento de início das actividades, o colectivo escrevia no seu blogue que o objectivo era “criar um centro autónomo, aberto para diferentes iniciativas, que não sejam discriminatórias”, algo que só poderia acontecer com a participação de “toda a vizinhança”, livre de hierarquias e com decisões tomadas por todos os envolvidos.

Este artigo foi actualizado às 16h15, na sequência da resposta enviada pela autarquia ao P24.