Governo quer candidatar ligação Porto-Vigo ao próximo QREN

Foto: DR
O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, considerou esta segunda-feira a ligação ferroviária Porto-Vigo “estruturante” e disse desejar que no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio seja possível integrar esta linha na agenda ibérica.
“A ligação Porto-Vigo é estruturante”, disse Sérgio Monteiro, acrescentando que é preciso “voltar a colocá-la no centro da discussão entre os 2 países [Portugal-Espanha]“.
Falando no âmbito de um colóquio sobre mobilidade e transportes, que decorreu esta segunda-feira de manhã em Gaia, o secretário de Estado adiantou que quando o Governo se reuniu com o seu homólogo espanhol percebeu que este “não considerava fundamental” esta ligação.
“Mas espero que no próximo quadro comunitário de apoio – 2014/2020 – tenhamos condições de colocar a linha Porto-Vigo” na agenda, frisou.
O governante voltou a defender a utilização de parte do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para o sector dos transportes, afirmando que esta será uma forma do Governo de poder avançar com a expansão das redes do metro do Porto e Lisboa.
“Nós queremos desenvolver investimentos”, disse, mas “se adiarmos a reforma hoje não teremos capacidade para dar uma rede efetiva de transportes amanhã”.
No seu discurso, Sérgio Monteiro voltou a falar na privatização/concessão de linhas de transportes públicos. ”Só precisamos de uma contratualização clara e reguladores eficientes”, afirmou sobre o que falta para abrir essa porta aos privados.
“O esforço que estamos a fazer é o de capturar todos os benefícios da reestruturação para o lado do Estado. E depois queremos que um serviço público esteja adequadamente contratualizado, independentemente da prestação do serviço ser de uma entidade detida pelo Estado ou privada, o que interessa é a qualidade do serviço e o serviço prestado às populações”, salientou.
Para Sérgio Monteiro, a passagem de serviços para o privado “não é um fim”, uma vez que se as propostas que o Governo receber “não forem adequadas e não capturarem valor para o Estado” esses serviços “não serão entregues a privados e manter-se-ão na esfera pública”.
O governante reafirmou que só “retirando gordura ao sistema e não chamando os impostos de todos a servir privilégios só de alguns é que será possível pedir dinheiro ao Estado para investimentos que geram valor, como a expansão do metro”.
O antigo administrador da Metro do Porto e autarca do Porto Nuno Cardoso, que colabora atualmente com a Câmara de Gaia, considerou que “esbanjar os meios disponíveis é um desperdício, uma tontaria”.
Para Nuno Cardoso, o empenhamento do Governo para reestruturar o setor dos transportes é fundamental.
Apresentando o projeto que a Câmara de Gaia está a desenvolver para reestruturar a oferta de transportes no município, Cardoso adiantou que “a Câmara quer criar uma rede de corredores bus”, para dar prioridade aos transportes públicos.








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