A partir de Outubro, quem polui vai pagar mais na Maia

Não separar o lixo será penalizado. Foto: Hugo Magalhães/Arquivo
O projecto de recolha selectiva de resíduos porta a porta na Maia, que prevê um tarifário baseado no princípio do poluidor-pagador, vai arrancar em Outubro.
O projecto deveria iniciar-se este mês, mas atrasos no processo de candidatura a fundos comunitários obrigaram a adiar por alguns meses esse propósito.
“Em Outubro, vai ser implementado nas freguesias de Águas Santas e Pedrouços e em Marco de 2013 deverá alargar-se a todo o concelho”, afirmou Bragança Fernandes, explicando que serão colocados novos contentores com chips, mas sem qualquer custo para os clientes.
Em relação ao tarifário a aplicar, o autarca disse que ainda não está definido. “Vamos ver como vai funcionar, depois serão feitos estudos para perceber qual a tarifa mais adequada”, acrescentou.
Actualmente, o valor que cada munícipe paga [pela recolha de resíduos] está indexado ao consumo de água. Pretende-se aplicar uma forma mais justa, através de um sistema tarifário que penalize a não separação de resíduos.
O projecto prevê a distribuição de milhares de contentores distintos – resíduos indiferenciados, papel, plásticos e vidro – por todos os munícipes e a monitorização de todo o serviço de recolha.
Representando um investimento superior a 2 milhões de euros, 60% dos quais financiados pelo FEDER, o projecto prevê a existência de tecnologia colocada quer nos contentores, quer nas viaturas, bem como um backoffice, que permitirá registar dados relacionados com o serviço, como o total de resíduos recolhidos em cada habitação, o dia e a hora em que foi feita.
O exemplo maiato
“A Câmara da Maia já faz separação total de cerca de 30% dos resíduos recolhidos, o que lhe permite uma poupança de cerca de 50 euros por tonelada de lixo separado”, conta Bragança Fernandes.
“Se todos os municípios seguissem o exemplo da Maia, no que respeita à recolha selectiva de resíduos, possivelmente Portugal não teria que importar resíduos de outros países para reciclar, como acontece actualmente”, diz.












já estou a imaginar as pessoas pousarem o lixo do lado de fora do contentor só para não disparar o sensor.
Mas aí suponho que os lixeiros não levarão o lixo!
Parece ser uma boa ideia, que não penaliza quem tem uma grande família (e consequentemente usa muita água), mas consegue separar/reduzir racionalmente o lixo…