Agressões e um ferido na Serenata da Queima das Fitas no Porto
Vídeo colocado no YouTube
A Monumental Serenata, que marca o início da semana da Queima das Fitas, no Porto, foi palco de desacatos, sábado à noite. Ao que o P24 conseguiu apurar, houve pelo menos um ferido, como resultado dos desacatos.
Na origem dos incidentes está o impedimento do grupo de fado académico do Orfeão Universitário do Porto de tocar na Serenata pelo Conselho de Veteranos da Academia.
O sucedido resultou em violência, registada em vídeo por uma pessoa que assistia à cerimónia, que está a circular pelas redes sociais, e onde se podem ver membros do Conselho de Veteranos (entidade máxima da praxe académica) e do grupo musical envolvidos em agressões.
Depois de ter sido negada a entrada dos membros do Orfeão na zona reservados aos músicos, elementos do grupo terão tentado fazer uma “serenata à revelia“, explicou Américo Martins, “dux veteranorum” da academia do Porto, ao P24. Foi esse gesto que gerou a violência entre membros do Conselho de Veteranos e músicos do Orfeão.
Américo Martins diz que “não se passou nada de especial”, resumindo-se tudo a “2 chapadas”: “Durou 20 segundos, foi muito simples, o Orfeão simplesmente não quis aceitar os convites [que dão acesso ao palco]“.
A figura máxima da hierarquia da praxe no Porto afirmou ao P24 que os membros do Orfeão não responderam a qualquer tipo de contactos por parte da organização, quer pelo telefone, quer pelo e-mail.
“Tenho pena que a minha instituição, o meu orfeão, seja gerido por pessoas de má-fé”, finaliza.
O grupo do Orfeão Universitário do Porto acabou por actuar, mais tarde, nas escadas da Torre dos Clérigos, cumprindo assim a tradição académica.
Contactada pelo P24, a direcção do Orfeão não prestou esclarecimentos, mas, numa carta aberta à comunidade académica divulgada terça-feira, dá a sua versão dos acontecimentos e anuncia que pondera recorrer aos tribunais.
FAP condena
Em nota escrita enviada ao P24, a Federação Académica do Porto (FAP) diz que “não deve pronunciar-se sobre o assunto por se tratar de uma questão praxística“, mas “não deixa, ainda assim, de apelar à actuação exemplar de cada estudante e cada membro da academia”.
A federação académica lamenta “profundamente a ocorrência de episódios como este”, “que podem contribuir para retirar credibilidade e denegrir injustamente a imagem dos estudantes do ensino superior e da academia do Porto, contrariando a estratégia de aproximação da FAP à população e de bom relacionamento com a sociedade”.
Actualizada às 15h49 de terça-feira












Que tristeza! Um momento que devia de ser pura e simplesmente de alegria!
Podiam era acabar com a bosta do academismo, que já não estamos no tempo da ditadura.
nao é o academismo que está mal, o que está mal é estas abeculas falantes com idade (alguns) para serem nossos pais ou avós comportarem-se pior que a malta de 20 e tais, acharem que têm “poder” e pior não serem exemplo para ninguém.
Agora a praxe a semana da queima são vivências que têm a sua importancia que cada um quer dar. E só alinha nisso quem quer, na UP ninguém é obrigado a ser praxado, so vai para lá quem quer. Eu quis e nao me arrependi. Mas também nao critico quem não foi ou quem é contra. há que haver espaço para ambas as opiniões pois tanto é menos democratico meter um caloiro (que quer ser caloiro) de 4 como decretar a proibição da praxe ou de actividades académicas como a serenata ou o cortejo por exemplo.
Academismo e Ditadura nada tem de relação… lamento informar… Não sei se a minha amiga consegue entender isso… Quem faz o Academismo são os estudantes herdando tradições (supostamente não impostas) e que as fazem perdurar no tempo… O grande problema aqui, são pessoas que têm interesses paralelos, o que os leva a serem eternos estudantes… Esses estão a mais e deviam ser banidos. O que se passou nesta queima foi um crime e como tal deve ser punido!!!
Concordo, José! E acontecem estes incidentes e estas pessoas aproveitam logo para mandar palpites sobre algo que não conhecem. É por pessoas assim que este país se torna, aos poucos, uma tristeza.
como e que um grupo que efetivamente toca na entrada da serenata ou nos clerigos, nao aceita os convites?
algo esta mal nesse “reino” de individuos que “regem” a praxe..
É isso Natércia!!! vivemos numa democracia, vamos lá acabar com tudo o que tu não gostas…
Em abono da verdade essa coisa da praxe e da tradição académica é uma manifestação salazarenta que se adequa bem aos tempos que vivemos. Estamos tão próximos daquilo que se passou em 1930 !!!
Muito pelo contrário, meu amigo… Deve estar a confundir com a Mocidade Portuguesa que nada tem relacionado com a Praxe e a Tradição Académica… Só a entende quem a vive, não se espera que toda a gente a ame… Mas de Salazarismo nada têm…
lol
Pedro Lameira, és um bocadinho limitado, não?
Jovens, empreguem o Vosso tempo com coisas mais bem valiosas, com mais valores!!!Orientem-se!
Jovens? Velhos alcoólicos pais de filhos?
são estes os sres doutores do futuro…que não se entendem…..:(
Quem não tem cultura de base nem capacidade de argumentação, quando não diz “pois” apenas porque tem de dizer alguma coisa, ri-se.
Cristina . Eles ainda não perceberam o que os espera. Para eles foi sempre tudo facilitado…
Natércia, aprecio o teu sentido de democracia… insultas toda a gente que discorda das tuas ideias ou foi só hoje por tar mau tempo?
E depois chama-te limitado. Uma verdadeira anedota. xD
Eu estive a 2 metros do acontecimento.
Vi tudo e ouvi tudo.
Facto 1 – A FAP convidou o Grupo de Fados do OUP a abrir, como sempre aconteceu, a Serenata Monumental.
Facto 2 – Às 23h40m o Grupo de Fados foi informado no local que apenas poderiam entrar 10 elementos. 3 semanas antes o Grupo de Fados do OUP havia informado a FAP que iria levar 25 elementos
Facto 3 – O Grupo de Fados do OUP realizou o Sound Check normalmente.
Facto 4 – O Orfeão Universitário do Porto cedeu os estrados à FAP para a realização da Serenata.
Facto 5 – Os elementos do Grupo de Fados do OUP ao dirigirem-se para entrar no acesso ao palco foram informados que em vez dos 10 afinal só poderiam entrar 5 elementos.
Facto 6 – Um elemento do Grupo de Fados do OUP telefonou ao Américo Martins relatando o sucedido. O Américo pediu para passar o telemovel ao Dux do ISEP que barrava a entrada, que recusou dizendo “Eu não falo com o Américo pelo telefone”
Facto 7 – Passado 5 min da meia noite e cumprindo a tradição que criou, o grupo de Fados do OUP juntamente com outros estudantes começaram a cantar a Samaritana o que levou o Dux do ISEP partir para a agrassão.
Facto 8 – O Américo quando chegou já esta situação tinha terminado.
E existe a carta que o comprova, assim como o registo da chamada.
Gostaria de ver o registo das chamadas realizadas para o OUP das quais ele diz que ninguém respondeu.
A peça noticiosa relata com rigor o conjunto de mentiras que o tal “Duche” despeja pela boca fora. A interpretação do que se passou está totalmente invertida.
Nada a que o mesmo não nos tenha habituado.
O Orfeão “dele”, de que tanto fala, é o mesmo de onde foi expulso há uns anos.
A “fé” só é “má” quando é depositada em quem dá a sua palavra à frente da própria mulher, em público, e que passados dias faz o contrário do que tinha assegurado. Era bom que o P24 também apurasse junto da FAP o que se passou nas reuniões nas quais se decidiu a participação do OUP nas iniciativas da queima.
Parabéns, mais uma vez, pelo rigor com que as falsidades são transcritas.
O problema não são os doutores do futuro. São os doutores do passado que nunca o chegaram a ser!
Aliás alguns dests ditos doutores ou veteranos nem estão inscritos em curso da academia nem terminaram os seus cursos! Qual a sua legitimidade para ordenarem seja o que for numa actividade academica?
São apenas parasitas da sociedade!
Ao deparar-me com esta notícia e como antiga aluna da Universidade do Porto, não pude deixar de comentar, uma vez que desde sempre vi o Orfeão Universitário do Porto a abrir a Monumental Serenata da Queima das Fitas e tanto quanto sei, toda esta tradição académica nasceu com esta Instituição Centenária, logo acho que esta notícia fica muito a dever à realidade.
É de lamentar que as mesmas pessoas que organizam o evento, sejam as mesmas que o querem boicotar, muito respeito têm pela vossa “Academia”.
Acho que quem ficou a perder foram todos os que não puderam assistir à atuação do grupo de fado académico do Orfeão Universitário do Porto, que de resto é uma instituição que desde que me recordo participa ativamente em todos os eventos da queima, oferecendo-nos sempre bons momentos.
Há muito que se ouve falar destas imposições de força, pelo que gostaria de dizer a estes Sr. Drs. a quem tenho ajudado a pagar as propinas durante anos, que nem sempre a idade é um posto, já que não terminar cursos parece aqui uma vantagem, e que o prestígio consegue-se pelo mérito, pelo legado, assim se fez a História.
Espero ver o Orfeão Universitário no seu melhor e a enriquecer esta Queima das Fitas 2012.
O Orfeão Universitário do Porto é uma instituição que está a comemorar 100 anos e que muito tem honrado a Universidade do Porto. Merece ser respeitado e não pode estar sujeito a maus tratos e relacionamentos dúbios por parte de pseudo alunos universitários que se julgam donos da academia.
Errado FAP. Muito Errado!
Não é assunto praxístico…é assunto de polícia porque houveram feridos.
Mas com assuntos de polícia já estão habituados não é?…
Voltamos à ditadura! Uma vergonha!
A praxe já devia ter terminado, mas parece que todos acham piada a uma hierarquia de DOUTORES A FINGIR que se antes não fazia qualquer sentido, após bolonha é completamente inadequada.Com licenciaturas de 3 ano perdem metade do tempo em farras,festas,queimas e práticas humilhantes e desgastantes, ficando pouco tempo para o trabalho. Interessante seria a FAP E OUTRAS ORGANIZAÇÕES DE ESTUDANTES perceberem e ensinarem que ser estudante deve ser actividade a tempo inteiro.E lembrar a novos e velhos estudantes que ficam MUITO CAROS ao erário publico,isto é aos impostos de todos,para o poderem esquecer e respeitar tão pouco o trabalho.Surprende que o governo ainda não tenha tomado medidas sobre isto e continue a deixar que as licenciaturas surjam do estudo nos intervalos das farras
Digo-lhe desde já que não sabe do que fala. Logo se vê que não fez parte da praxe, que não foi praxado nem praxista. Na minha terra costuma-se dizer “não gosta, poe na beira do prato”. Só faz parte quem quer!
Pessoas como o senhor ou senhora, que a qualquer noticia metem a praxe ao barulho, “a culpa é da praxe”, a praxe devia ser abolida, sãõ o que mais há. E é triste, porque preocupam-se mais em destruir aquilo que dá aos estudantes um brilho nos olhos, do que em descobrir o porquê do brilho.
Sinceramente, acho que quando não se sabe do que se fala o mais correcto é não opinar sobre isso!
É nítido que não fez parte da Praxe e não sabe tudo aquilo que a Praxe representa para quem dela faz parte! Como foi dito, na Praxe só esta quem quer, ninguém é obrigado, por isso mesmo seria ridículo bani-la!
Acho que já está na altura de as pessoas deixarem de culpar a Praxe por tudo o que de mal acontece..
As coisas têm que ser regidas por bom senso, isso sim!
Este artigo é uma vergonhosa mostra de incompetência jornalística ao não ouvir as partes. O “Magnum” também tem mão nesta publicação?
Quanto às declarações, apenas é de admirar que um tipo que trabalha na polícia possa mentir tão descaradamente, dando o dito pelo não dito.
Mas nada disso é novo, pois é marca registada.
Vergonhoso que um grupo de parasitas e incompetentes senis, velhos ressabiados sem noção do ridículo, tenha a distinta lata de atacar a centenária instituição que é o OUP, a quem se deve a Praxe, a Serenata, o Traje e tudo o que o Porto é enquanto academia com tradições sérias.
Como é qu eos estudantes consentem terem essa gente a coordenar os organismso de Praxe?
Caro WB:
O P24 tentou durante toda a tarde e noite de segunda-feira ouvir o Orfeão Universitário do Porto, como é referido no artigo. O P24 continua a tentar chegar à fala com o Orfeão Universitário do Porto.
Os contactos do Orfeão são públicos.
Ontem a sede do OUP esteve cercada toda a noite por cerca de uma centena de indivíduos trajados, munidos de latas de spray preto, a exigirem, a mando do “Duche”, que a Direcção do OUP se apresentasse na Praça dos Leões.
O cerco durou sensivelmente até às 4:30.
O P24 também sabe destas coisas? Não. O P24, com fontes tão bem colocadas e informadas, só divulga o que lhe interessa.
O P24 sabe onde mora o OUP. O P24 não sabe onde mora o tal conselho de veteranos. Ninguém sabe. Mas O P24 recolheu com total diligência o depoimento do Sr. Américo… a propósito, sabe que o SR. Américo está furioso com a vossa notícia? Isso mesmo: leu bem! O homem negou à Presidente da Mesa da Assembleia Geral do OUP que a tenha dado, veja bem até que ponto se pode confiar na palavra desta gente, pois:
a) ou mentiu ao P24;
b) ou mentiu ao OUP.
Se mentiu ao P24, seria bom que o P24 publicasse um desmentido com o mesmo destaque.
Se mentiu ao OUP, explique como pode continuar a haver conversações entre as duas partes.
Abram os olhos, meus caros. Não se deixem cavalgar. Vá perguntar ao Sr. Américo se deseja confirmar o que disse aqui ou se quer apresentar um desmentido.
Eis um bom motivo de reportagem. Pelo sim, pelo não, eu enviaria uma equipa de reportagem para junto da tribuna, frente à Câmara. Olhe, aí está uma boa oportunidade de pedir explicações ao Sr. Américo.
Fica a sugestão.
Para o Américo Martins nunca “se passa nada de especial”.
Deixo-vos alguns relatos “nada especiais”:
1) http://www.aulamagna.pt/opiniao/declaracoes-americo-martins-sobre-praxes-fevereiro-2009
2)http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/x57F+jFrl5ymCN/NdkJGWQ.html
3) http://www.portugaltunas.com/index.php?s=forum&forumid=1&id=26329&topicorder=desc
E procurem… pois mais notícias do passado recente “nada especiais” que envolvem o Américo e o Conselho de Veteranos do Porto em cenas de violência.
É com profundo lamentar que leio esta notícia. Primeiro porque está cheia de mentiras e por outro porque mais uma vez demonstra-se que esta “Academia” tem memória curta e está cheia de incompetentes e senis que nem sequer se dignam a estudar as origens da universidade que se dizem representar.
O Orfeão Universitário do Porto é a mais nobre instituição da Universidade do Porto e representa esta casa há 100 anos por todo o mundo.
Muito antes destes animais de presépio (sem ser a vaca) apelidados de veteranos ou dux e tretas que mais não fazem que vomitar asneira da boca para fora e arrastar consigo cordeiros da má educação e da incompetência, o Orfeão Universitário do Porto já organizava queimas, já representava a UP, já organizava serenatas…etc
Pena é que para além destes senhores existam ainda outros ligados a “comissões de praxe” que se aliam ao negócio e tentam entrar no poleiro.
Sei que tudo se vai resolver, porque sei que a Universidade do Porto é grande e porque sei que o Orfeão Universitário do Porto é o líder máximo da tradição e esses senhores acabarão por voltar ao lugar que nunca deviam ter saído… o lixo.
Mandam as regras do bom jornalismo que as fontes sejam crediveis e confirmadas as informações das mesmas ANTES de se publicar seja o que for. Não foi isso que aconteceu: Publicou-se 1º e questiona-se depois. Parece-me deontologicamente errado, salvo melhor opinião.
A vigilia desta madrugada feita à porta do OUP carece de confirmação jornalistica; provavelmente será no âmbito do 13 de Maio em Fátima, vigilia essa também afamada sendo que esta foi, digamos, o nobre contributo ecuménico dos Senhores da Praxe a tão marcante data; aliás, as aparições na azinheira da Monumental Serenata trouxeram-nos um ferido, provavelmente um candidato a fadista de ocasião que por lá se encontrava. Entre aparições, vigilias à porta no dealbar de Maio, mês de Maria, feridos e assustados, falta apenas uma e só uam coisa: a verdade dos factos. E essa é só uma, sem milagre e com muito ecumenismos à mistura:
Estes senhores provocaram a situação, como aliás, têm vindo a fazer transversalmente em toda a Academia desde há uns tempos a esta parte. Seria sim uma excelente peça jornalistica para a POrto24 saber-se o que move esta gente. Isso sim, vos garanto que seriam hits atrás de hits, um sucesso só ao nivel do Facebook.
Continuação de boa Queima a todos, apelando ao Bom Senso, coisa que já os intervenientes deveriam ter feito, nomeadamente quem se arroga ao titulo – que ninguém democraticamente lhes conferiu – de autoproclamados reguladores da Praxe.
In PortugalTunas Facebook:
Ultima Hora: Orfeão Universitário do Porto anuncia a sua não participação em qualquer actividade da presente Queima das Fitas do Porto. Em breve Comunicado Oficial.
Mentira, veja a carta aberta presente no site do oup!
Verdade, caro Luís.
Lamento contradizê-lo, mas é verdade. Foi hoje deliberado a nível interno.
Estão bem uns para os outros.
acabem com essa coisa dos veteranos… a queima deve ser para a malta que estuda e anda na faculdade e não para pessoas de 40 e 50 anos que gostam de tratar certos eventos da queima como o quintal deles. é como o cortejo que todos os anos começam tarde porque suas excelencias veteranos estão a almoçar descansadamente enquanto toda a gente está com os carros prontos à espera de suas excelencias…
CARTA ABERTA DO ORFEÃO UNIVERSITÁRIO DO PORTO
AO MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE DO PORTO
AOS PRESIDENTES DOS CONSELHOS DIRECTIVOS DAS FACULDADES DA U.PORTO
AOS DIRIGENTES DAS ESTRUTURAS ACADÉMICAS DA UNIVERSIDADE E DA ACADEMIA DO PORTO
AOS FUNCIONÁRIOS
AOS ESTUDANTES
A TODA A UNIVERSIDADE DO PORTO E RESTANTE ACADEMIA DA CIDADE
O Orfeão Universitário do Porto (OUP) é uma Instituição de Utilidade Pública sem fins lucrativos, fundada em 1912, constituída por estudantes de todas as Faculdades da Universidade do Porto e reconhecida por esta como um dos principais transmissores da cultura e tradição académica portuguesas no meio universitário nacional e internacional.
O OUP pratica a praxe, servindo-se desta estrutura não formal para haver definição de responsabilidades, de passagem de conhecimentos e de método. Jamais utilizou a sua estrutura praxística para exercer formas não controladas de poder ou influência. As diretrizes da instituição são determinadas pelos órgãos dirigentes (essencialmente pela Direção e Assembleia Geral) que têm devidamente assente os seus direitos e deveres, patentes em sede estatutária.
O OUP, em ano de celebração do seu centenário e da Universidade do Porto, foi convidado a apresentar vários dos seus grupos em atividades artísticas e culturais da Semana da Queima das Fitas, pela Federação Académica do Porto (FAP), tendo tido como interlocutores um grupo autodenominado “Conselho de Veteranos”.
Na madrugada de 06 de Maio de 2012, o Grupo de Fado Académico da Universidade do Porto (GFAUP), grupo artístico integrante do OUP, depois de ter sido convidado, de ter realizado ensaios e testes de som em palco foi, sem que nada o fizesse prever, impedido de chegar a palco e de atuar na Serenata Monumental do Porto. Mais grave ainda, viu os membros serem violentamente agredidos por elementos do “Conselho de Veteranos”, facto lamentável entretanto tornado público por espectadores e elementos dos media.
Na madrugada de 08 de Maio de 2012, uma vez mais, o OUP foi importunado pelo grupo “Conselho de Veteranos” à porta da sua sede, numa clara e manifesta ação de intimidação. O OUP tem vindo a ser constante e reiteradamente ameaçado pelo grupo “Conselho de Veteranos”.
O OUP repudia veementemente os factos apresentados, não se identificando a qualquer título com este tipo de grupos ou condutas marginais. Não obstante, o OUP apresentar-se-á, com o brio, elevação académica e artística que sempre foi seu apanágio.
Mais informa o OUP que doravante irá:
1.Estudar todos os enquadramentos legais possíveis, procurando obter justiça em sede própria relativamente às graves ofensas à integridade física e moral dos seus elementos;
2.Obter o parecer e posição clara, com carácter de urgência, da Reitoria da Universidade do Porto, dos responsáveis das Faculdades e Federação Académica do Porto, relativamente à prossecução e concretização de qualquer ou determinado fim, pelo uso desmesurado da praxe, da intimidação e da violência.
3.Cessar qualquer tipo de conversações ou contacto futuro com a FAP, enquanto os seus interlocutores forem o grupo “Conselho de Veteranos”, não reconhecendo a este agrupamento qualquer legitimidade para o uso e abuso de poder ou influência em eventos direta ou indiretamente à Universidade do Porto ligados;
O Orfeão Universitário do Porto agradece a todos o apoio prestado neste momento difícil para a Universidade e para a Academia, na esperança de que lhe seja permitido voltar a trabalhar sem ameaças ou imposições externas em prol da cultura portuguesa e das tradições académicas, pela sua Universidade.
Porto e sede do OUP, 8 de Maio de 2012
O P24 continuou as tentativas de contacto (para o telemóvel e email do presidente do OUP), sem sucesso.
Entretanto, o OUP divulgou uma carta aberta em que manifesta a sua opinião sobre os acontecimentos:
http://porto24.pt/porto/08052012/violencia-na-serenata-orfeao-pondera-recorrer-aos-tribunais-e-exige-posicao-da-reitoria/
O que é que esta gente tem a ver com estudantes? Também andei na UP e saí há já cerca de 10 anos. Parece-me a mim que alguns ainda são os mesmos. Raça de gente! Não arranjaram lugar nas juventudes partidárias e entretêm-se no meio dos putos. Tenham vergonha!
Na faculdade onde eu estudei, apreciei muito os veteranos que lá andavam. Respeitaram-me sempre, mesmo quando nos punham de quatro. Ensinaram-me coisas que não aprenderia noutro lado e prepararam-me para muito do que vivi!
Contudo, reconheço que hoje isso já não acontece: quem está à frente da Praxe olha apenas para o seu umbigo, pretendem protagonismo à custa da humilhação dos mais novos, como se buscassem algo que não encontram em si: valores como honra, honestidade e decência.
Lamento que a Academia esteja a ser afectada por este tipo de situações… Lamento que o Orfeão esteja a ser penalizado por estas atitudes! Acho que tal Instituição não merece ser manchada com estas intercorrências.
Nem todos os Veteranos são maus, nem todos os Antigos são sábios…
O Senhor Américo, bem como todo o Magnum, deviam ter vergonha e demitirem-se do cargo que ocupam. O papel do Veterano numa Academia é perpetuar a Tradição e o Academismo, não molda-lo a seu belo prazer em função dos interesses pessoais. Foi completamente vergonhoso, e não fosse o Orfeão do Porto e a tradição tinha sido fortemente apunhalada pela mão de pessoas que deviam ter vergonha de se intitularem de Veteranos.
O tema é pungente e até o Hitler já se pronunciou:
http://www.youtube.com/watch?v=3Q7e4kmjA9A
Praxe-LOL
Só o tempo que se perde em discussões e no contra-argumentar sem fim, já é motivo para a praxe deixar de existir. Percam tempo com coisas que valham a pena e que sejam realmente importantes, e não com brincadeiras sem sentido nenhum. Dispenso o falso argumento: “quem não experimentou que não se pronuncie”. Porque fui praxado durante quase um ano inteiro de caloiro. E acreditem que fui quase até ao fim, mas não me valia de nada. Não encontrei os tais valores que tanto se fala. Fui numa atitude de jornalista da bbc, estudar os animais, misturando-me no seu habitat. E sou pessoa de mente muito aberta, vi e ouvi muito que não gostei, mas aceitava. Contudo cheguei a uma altura que reflecti melhor: “que importância tem isto? – zero” Não! minto. Valeu muito a pena! Agora tenho opinião formada quanto à praxe.
Ocupem-se do algo que realmente importe e valha a pena. E nos tempos que correm, tal é ainda mais necessário!