PS elogia suspensão do alargamento da privatização da limpeza urbana

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O PS congratulou-se esta segunda-feira com a decisão da Câmara do Porto de suspender o alargamento da concessão da limpeza urbana a privados, já que a proposta não acautelava “a qualidade da limpeza nem o seu custo”.
“A Câmara deu razão ao PS nas críticas à limpeza da cidade”, diz a Comissão Política Concelhia do PS Porto, num comunicado enviado esta segunda-feira às redações.
O PS diz não ter “objecção de princípio ao modelo de concessão para realização do trabalho de limpeza urbana”, mas alerta que “o alargamento da concessão a novas áreas da cidade, conduzido pela actual Câmara, não acautelou nem a qualidade da limpeza urbana nem o seu custo”.
“Os vereadores do PS na Câmara do Porto congratulam-se com a proposta da maioria de não adjudicar a concessão da limpeza urbana de cerca de um terço da cidade a uma empresa privada”, diz a concelhia socialista.
No comunicado, o PS Porto refere que “a cidade está suja e o trabalho da sua limpeza não é realizado com a qualidade que se exige de uma cidade que aposta na qualidade de vida de quem nela habita e que aspira a manter-se como destino turístico de eleição”.
“Essa é uma realidade que todos reconhecem. Talvez por isso, a maioria municipal nunca entregou o relatório sobre a avaliação da situação da limpeza urbana, que ela própria se comprometeu a elaborar e pelo qual se aguarda desde o fim de 2011″, alertam os socialistas.
Assim, a decisão de não adjudicar esta concessão, até porque “poderá configurar uma opção financeiramente desfavorável para o município”, confirma “as razões que assistiam à posição do PS”.
“Realizar uma concessão e pagar por ela para ter a cidade suja é, seguramente, um mau negócio para o Porto”, alerta o comunicado.
Para o PS, “o essencial fica, no entanto, por resolver”, já que a cidade “precisa de uma política diferente no domínio da limpeza e do cuidado com o espaço público”.
A Câmara do Porto vota na reunião camarária de terça-feira a realização de uma “audiência prévia do projecto de decisão de não adjudicação do contrato de concessão da recolha de resíduos sólidos e limpeza pública”.
A CDU, na sexta-feira, considerou“sensata” a decisão da Câmara do Porto de anular o concurso para privatização da limpeza de cerca de 40%, insistindo no regresso à autarquia da totalidade dos serviços concessionados. Os comunistas querem que a limpeza do Porto seja totalmente pública.











