Depois do “boom”, há vários hostels do Porto à venda

O Wine Hostel é um dos hostels que está à venda na Net. Foto: DR
Já não é novidade que o Porto registou nos últimos anos um boom de hostels – hoje há perto de 30 unidades hoteleiras do género e 6 novos pedidos diários na câmara. A notícia é que agora há vários hostels portuenses à venda.
É um novo fenómeno, que se explica pelo facto de ser um produto na moda, mas também pelo rápido aumento da oferta de camas e da concorrência. Tudo de mãos dadas com a crise e com uma procura turística que não acompanha a oferta.
“Estou preocupado com a moda dos hostels“, diz o presidente da Associação Portuguesa de Hotelaria Restauração e Turismo (APHORT), Rodrigo Pinto Barros, recordando que os proprietários estão a perder dinheiro nos seus negócios e sentem a “necessidade de vender o seu imóvel”.
A partir de 100 mil euros
O Tattva Design Hostel, inserido no perímetro de Património Mundial, junto à Sé, abriu há 4 meses e está à venda no site de classificados OLX por 3,1 milhão de euros.
O Invictus Hostel tem também um anúncio no Trespasse.com, onde se pode ler “Vende-se Hostel na Baixa do Porto – valor 135 mil euros”.
Na descrição da venda do hostel – colocado a 11 de Abril, pode mesmo ler-se que o motivo da venda é a “mudança de ramo” e que o volume de negócios, por ano, daquela unidade hoteleira ronda os “100 mil euros”
Na imobiliária de Paulo Sérgio, na página da Internet, o Wine Hostel está à venda por 650 mil euros. Na descrição do imóvel informa-se que é um prédio centenário com 4 andares, com 360 metros quadrados de área útil e construção de 2010.
Sem formação
Segundo o presidente da APHORT, a decisão de vender os hostels está também relacionada com o facto de os donos não pertencerem ao ramo hoteleiro e de não terem nem formação, nem qualificações para saberem promover e defender o hostel num mercado concorrencial.
“Não é só abrir. Tem que haver qualificação e promoção, porque a oferta é muito maior do que a procura”, alerta Rodrigo Pinto Barros.
A explosão de novas unidades hoteleiras explica-se pelo investimento dos empresários da construção civil que viram na hotelaria uma “oportunidade de negócio”, mas também pela “ânsia” de alguns jovens que receberam em heranças familiares casas antigas no centro da cidade e as transformaram em hotéis e hostels, explicou Rodrigo Pinto Barros.
Há, no entanto, hostels à venda porque simplesmente os investidores querem “mudar de ramo”, como é o caso do Invictus Hostel.
A rentabilização do investimento é outro motivo para a venda, explica fonte do Hostel Tattva, afirmando que a venda não é “uma prioridade” e que só se realizará caso apareça uma “boa oferta”. “Vender e ficar como arrendatário” é outra hipótese, comenta.












Isto não deve ser bom sinal… O.o
E qual é o problema? Vivemos ou não num mercado aberto, concorrencial? E se fecharem alguns? Paciência! Há-de surgir um outro negócio qualquer a substitui-los. Não é essa a essência do capitalismo selvagem e sem regras, ultra.-liberal, que está agora na moda? 6 pedidos por dia? Até deviam ser mais, para entrar mais dinheiro nos cofres da CMP!Só faltava agora aquela velha mania dos nossos “empresários” de pedirem uma ajudazinha ou um subsidiosinho sempre que um negócio corre mal. É que quando corre bem, pagam mal e porcamente aos funcionário e fogem dos impostos como o diabo da cruz e é vê-los de Mercedes, Audi e BMW. Haja decência!