Reitoria da Universidade do Porto

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A Associação de Estudantes de Belas Artes diz que a proposta do novo modelo organizativo da Universidade do Porto (UP), que propõe agrupar as 14 faculdades em grupos de “3, 5 ou 7 escolas”, é  ”ilegal”.

“Denunciamos a ilegalidade e o descabimento desta intenção e recusamos este processo de destruição da Universidade do Porto”, lê-se num comunicado de imprensa da Associação de Estudantes de Belas Artes da Universidade do Porto (AEBAUP), enviado à comunicação social.

A UP, através do assessor de comunicação, Raul Santos, informa, por seu turno, que o novo modelo organizativo está num “processo de discussão preliminar entre toda a comunidade académica” e está “longe de uma decisão final”.

A decisão de um novo regulamento orgânico da UP terá de ser aprovada pelo Conselho Geral da universidade, um grupo de 23 pessoas.

Segundo os estudantes de Belas Artes, o Conselho Geral da UP – que redigiu a proposta preliminar – “ataca directamente a qualidade da formação de todos os estudantes desta universidade, bem como as condições para o seu acesso e sucesso neste grau de ensino”.

“Usando a premissa descabida e hipócrita de que 14 unidades orgânicas (14 faculdades) são um número extensivo, não correspondendo às necessidades de oferta desta instituição, agrupam-se as várias faculdades em escolas, constituídas neste documento por unidades orgânicas, concentrando o poder na direção de cada uma dessas Escolas”, diz a associação.

Os estudantes alertam que as 14 faculdades, que têm actualmente autonomia administrativa e financeira, deixam de a ter, “destruindo-se” a sua “gestão democrática”.

“Este plano vai contra a liberdade de decisão e independência financeira de cada faculdade, mistura áreas distintas por conveniências económicas e sujeita cada faculdade à avaliação do grupo que compõe a direcção da Escola”, observa a AEBAUP, considerando que a redução de instituições só “agravará” os problemas já sentidos no meio académico.