Cabra e cabrito na ESMAE

Foto: Ana Isabel Pereira

As cabras Tragédia e Comédia e o cabritinho Marmelo José, que já nasceu na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo, vieram para limpar as áreas verdes do campus e foram “adoptadas por toda a comunidade” da escola, conta ao P24 Francisco Beja.

Há até quem visite de propósito a instituição de ensino artístico para ver e alimentar os animais, que chegaram em Novembro. Onde antes havia “um matagal”, hoje há terreno limpo, o que é sinónimo de missão cumprida mas também de um problema. As 2 cabras e o cabritinho “começam a ficar sem alimento” e vão ter de regressar aos campos, pelo menos “até à Primavera”, explica o director da ESMAE.

A ideia surgiu por altura do anúncio dos novos cortes orçamentais. “Com os cortes orçamentais, desapareceu a possibilidade de termos uma série de coisas, nomeadamente, a hipótese de termos jardineiros e, na brincadeira, falou-se em trazer para cá umas cabras”, conta ao P24 Francisco Beja.

Os docentes juntaram-se e encontraram um pastor em Águas Santas, na Maia, a quem compraram 2 cabras. Uma das fêmeas chegou à ESMAE de esperanças e o Marmelo José já nasceu na Rua da Alegria, “no dia da greve geral”.

Na escola, já ninguém estranha a presença dos animais, que têm um cantinho verde só deles. “Foram adoptados pela comunidade. Quando o cabritinho nasceu, desapareceu logo no primeiro dia. Andou toda a gente à procura dele e, claro, foi tudo à cantina ver se ele estava na panela”, brinca Francisco Beja.

“Já ninguém as fecha no espaço delas à noite. Elas vão sozinhas para lá. Dão-se bem cá. Até abusam um bocado. Põem-se a pedinchar a comida dos alunos e dos professores”, conta o director da ESMAE.

“Não têm muito critério”, contudo, avisa o professor: “Atiram-se aos copos de café, aos cinzeiros e a tudo o que conseguem apanhar”.