Saúde

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A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) acusou, esta quarta-feira, alguns dos novos directores executivos dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte de terem apresentado currículos com títulos académicos falsos.

“Para lá de não serem currículos particularmente impressivos (…), alguns deles ainda contêm a agravante de referirem abusivamente títulos académicos que não correspondem à verdade”, lê-se na nota de imprensa da FNAM, com o título “Escândalo na ARS do Norte” e que foi enviado à comunicação social.

A Lusa tentou obter ouvir a ARS do Norte, mas até às 13h50 não foi possível obter qualquer comentário.

Segundo a FNAM, o Ministério da Saúde pediu aos directores executivos recentemente nomeados para os ACES da ARS Norte a apresentação de “novos elementos de avaliação curricular e de competências em gestão”, assim como “comprovativos de todos os cargos referidos nos currículos entregues”.

A FNAM classifica de “estranho” e “porventura único na administração pública” que primeiro se tenham efectuado as “nomeações e só depois (…) se decida analisar a adequação dos perfis em função dos cargos a que se destinam e, por conseguinte, reavaliar e verificar documentalmente os curricula apresentados”.

“Que vai agora fazer o Ministério”, questiona a FNAM, sugerindo “uma reavaliação objectiva e independente” ou “uma “intervenção da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública”.

Em início de Agosto, o Sindicato de Médicos do Norte acusou o ministro da Saúde, Paulo Macedo, de cometer “tráfico de influências” a propósito da nomeação de novos directores nos ACES da ARS do Norte, mas sobre as críticas feitas ao facto de não serem médicos, a ARS adiantou à Lusa, na altura, que de um total de “21 directores” dos Agrupamentos dos Centros de Saúde da ARS Norte, havia “6″ que não eram médicos ou não estavam área da saúde.

A Ordem dos Médicos do Norte também já tinha manifestado dia 1 de Agosto ”preocupação” com as recentes nomeações dos directores executivos dos agrupamentos de Centros de Saúde, alertando serem pessoas com “total ausência de experiência” na área.