Movida na baixa do Porto

Foto: Arquivo

A Associação de Bares da Zona Histórica (ABZH) do Porto decidiu, esta quarta-feira, pedir uma reunião urgente com o presidente da câmara, Rui Rio, para debater as medidas camarárias para regular a movida nocturna.

Vários bares estiveram representados no encontro desta quarta-feira no Hard Club, como o Rádio, o More Club, o Café Lusitano, o Plano B e o Clube 3C. Da Câmara do Porto não esteve ninguém, apesar de o convite ter sido feito.

António Fonseca, presidente da ABZH, diz que a câmara “não ouviu os empresários” e que estas medidas “servem para muita gente, menos para quem tem dado um contributo à cidade”.

O presidente da associação diz que os espaços de animação nocturna tentaram cooperar a nível de policiamento gratificado, de segurança e na limpeza e higiene da zona, mas que nada disso serviu. “Desde há muito tempo que andamos a tentar resolver o problema”, acrescenta.

António Fonseca relembrou a importância da movida para o turismo, restaurantes e hostels da baixa portuense. “Isto vai afectar muitos postos de trabalho”, disse.

“Paga o justo pelo pecador”

Alguns moradores assíduos nas reuniões de câmara também receberam convite e fizeram questão de entrar no debate.

Elisabete Neves mora na Rua da Picaria, perto do túnel de Ceuta, e queixa-se do barulho que a impede de dormir. Contudo, admite que nem todos os bares são problemáticos e diz que “paga o justo pelo pecador”.

António Ba, do More Club, queixou-se de já ter investido quase 25 mil euros em isolamento acústico. O investimento, diz, está posto em causa com as novas regras.

O presidente da Associação Nacional de Urbanistas salientou que “o bom urbanismo é quando conseguimos conciliar o viver e a diversão” e que o mais “importante é procurar uma solução que não mate a galinha dos ovos de ouro”.

Caso o presidente da Câmara do Porto aceite receber a ABZH, António Fonseca será acompanhado de Alberto Fonseca (Tendinha dos Clérigos), Ricardo Salazar (Rádio) e Mário Carvalho (Café Lusitano).